Favela

Favela

Favela
Aquarela
Novela em cima do morro
Janela
Querela
Pátio que esconde o tesouro
Panela
Singela
Flor de lácio que encanta o mouro
Donzela
Portela,
Samba, suor e calor…

E um pouco só de dor
Que só quem ama sabe,
Entoa o canto e diz
Transfiguração de mim

24 Respostas para Favela

  1. João Paulo disse:

    Kara!!!!

    A cada dia cresce a vontade de ler seu blog, pois sempre nos encanta. Que maravilha.

    Este texto é muito legal! Sem falar que um dos meus sonhos é conhecer a maior favela da América Latina (favela da roçinha).

    Essa simetria de palavras nos faz refletir muito.

    Ah, muitíssimo obrigado pela força!

    Abraços!!!!

  2. João Paulo disse:

    Poeta,

    Seus textos são fascinantes!

    Só uma coisa, gostaria de saber sobre vc!

    Como o blog é público e, talvez vc queira manter o anonimato, concordo, mas mando meu e-mail.

    Pelos menos em qual lugar desse mundo vc habita.

  3. João Paulo disse:

    Só mais uma coisinha!

    Fiquei supercurioso pela canção, mas já fiz várias buscas na net e não consegui nada.

    Vc poderia me informar a fonte???

    Abraços!!!

  4. Querido,
    vc está aqui no Rio? Quero teu contato, quero te chamar pra diversas coisas bacanas que tenho pensado em fazer…
    me manda e-mail:

    marlegria@gmail.com.

  5. Urban disse:

    Qdo vi a aquarela achei que era uma foto… Verdade, a favela é uma tela, colorida, marcada, manchada… triste e feliz tudo ao mesmo tempo, dor e turbilhão.
    Lindo poema, parabéns! ;)

  6. Claudia Lyra disse:

    Tá difícil de enxergar poesia em favelas atualmente, né? Você é um talento. Mamy te ama…

  7. Cily disse:

    De noite fica a coisa mais linda de ver…

    Bjo!

  8. João Paulo disse:

    Fiquei ainda mais feliz, em saber que a letra é sua!

    Já que vc a comparou comigo e estamos a km de distância; vc poderia manda-la na integra para mim?

    meu e-mail: jp.rose@terra.com.br

  9. Não há melhor síntese do Brasil do que uma favela. As ruas mal delineadas, becos, a falta de saneamento e, mesmo assim, o brilho em cada olhar, a esperança renovada dia após dia.

    Bem legal!

    Abraços!

  10. O Rio tem te inspirado de diferentes formas, não?! rs

    Belo poema, meu caro amigo e agora conterrâneo! ;-)

    Bjos meus.

  11. Marília disse:

    curti… triste é a realidade de uma favela… com a facul, já fui na Heliópolis, a maior de Sampa…. o legal foi ver que eles não são acomodados, que tem um forte trabalho social partindo de próprios membros da comunidade!

  12. Alice disse:

    Quem assina a tela?

    Beijo,
    Alice

  13. themis disse:

    PARABENS!

    amei as rimas
    e
    a aquarela tambem….
    é bom ver que seus objetos de estudo estao sendo ampliados!
    bjos
    TE AMO!

  14. Raquel disse:

    Muito bem representado… o bom do povo brasileiro esta em coisas como o escrito destaca…
    agente faz do limão limonada… :P

  15. kaka disse:

    Concordo com a Mamy.
    Só tu mesmo pra ver poesia na favela.
    Mas, sabe… tu chamou a atença pra uma coisa que pouco se vê ou fala. Um lado dessa realidade que não é muito explorado….
    Parabéns!

    P.S.: Levei um susto quando cheguei no lá no outro blog e vi aquele post em clima de despedida! Ainda bem que foi só mudança de casa!

  16. Pingback: Sobre favelas « Arquitetura e Tal

  17. Lu disse:

    Bom dia Poeta

    Sou fotógrafa e estou preparando um trabalho sobre a favela.
    Meu trabalho é focalizado no lado bom, na alegria e na grande generosidade das pessoas que ali habitam. Gostaria de utilizar o teu texto na minha exposição, que será realizada na Europa ano que vem.
    Se você me autorizar ficari muito feliz. Um abraço e parabéns pelo texto.

    Lu

  18. Lorrany disse:

    queria te fala q tomei a ousadia de copiar umas postagem do seu blog para um trab! queria poder mostrar q a favela naum eh soh violência… mtooo obrigada… e desculpa por naum ter pedido permissão!

  19. Mayanne disse:

    Campus Universitário “Osmar de Aquino”
    Departamento de Letras
    Centro de Humanidades
    Disciplina: Língua Portuguesa
    Profº: João Paulo Fernandes
    Aluna: Mayanne Françoise dos Santos Silva
    Turma: 2005.2

    Influência dos meios de comunicação de massa na língua e no ensino

    A autora expõe a sua oposição não ao meio de comunicação televisão, mas sim ao modo como ele vem sendo utilizado pelas famílias e a forma como ele está alienado as novas gerações.
    Eu concordo totalmente com a posição da autora, pois hoje em dia os pais deixam seus filhos a frente da televisão como uma forma de fugir da responsabilidade de educar. Por ter que trabalhar, cuidar de casa, viver na correria, deixamos os nossos filhos a mercê da televisão e o que deixamos de ensinar a eles, ela ensina sem se preocupar se é o certo ou o errado.
    Com a televisão as pessoas deixam de pensar em suas vidas, no seu próximo, nas pessoas que nos rodeiam e passam a viver situações que a TV lhes oferece, participando do mundo que a TV lhes proporciona e deixando de viver a sua vida, construir o seu mundo e participar da sua realidade.
    Hoje em dia a TV educa mais os nossos filhos do que nós mesmos, vemos isso acontecer e fechamos os nossos olhos, chegamos cansados do trabalho, do estudo, não temos tempo para conversar então a TV faz isso no nosso lugar, ela fica com eles quando estão sozinhos, na hora da refeição onde podemos ficar reunidos isso não acontece cada um pega seu prato e vai a procura da TV.

  20. Mayanne disse:

    Campus Universitário “Osmar de Aquino”
    Departamento de Letras
    Centro de Humanidades
    Disciplina: Língua Portuguesa
    Profº: João Paulo Fernandes
    Aluna: Mayanne Françoise dos Santos Silva
    Turma: 2005.2

    Resenha
    As concepções de Linguagem
    Geraldi / Koch

    De acordo com Geraldi, há um baixo nível de desempenho lingüístico demonstrado por estudantes na utilização da língua, tanto oral quanto escrita. Segundo ele, é necessário reconhecer um fracasso da escola, principalmente no ensino de língua portuguesa.
    Quando falamos em ensino é necessário nos questionarmos – para que ensinamos o que ensinamos?, e para que as crianças aprendem o que aprendem?. No caso de ensino de língua portuguesa, uma resposta ao “ para que “ envolve tanto uma concepção de linguagem quanto uma postura relativamente à educação.
    Geraldi e Koch apontam três concepções de linguagem:
     A linguagem é a expressão do pensamento;
     A linguagem é instrumento de comunicação;
     A linguagem é uma forma de interação;
    Segundo a primeira concepção, o homem representa para si o mundo através da linguagem; na segunda concepção a língua é considerada como um código, no qual o emissor comunica ao receptor certa mensagem; e na terceira concepção a linguagem é vista como um lugar de interação humana. Por meio dela, o falante age sobre o ouvinte, constituindo compromissos e vínculos que não preexistiam à fala.
    Para Geraldi, estudar a língua é tentar detectar os compromissos que se criam por meio da fala e as condições que devem ser preenchidas por um falante para falar de certa forma em determinada situação concreta de interação.
    Com a democratização da escola, houve um surgimento de um problema enfrentado cotidianamente pelo professor, que são as variedades lingüísticas. Onde não ensina-se só para aqueles que pertencem a nosso grupo social, mas, surgiram representantes de outros grupos lingüísticos.
    Essa variedade lingüística tem o seu valor na sociedade de seus falantes.
    A transformação de uma variedade lingüística em variedade “culta” ou “padra” está associada a vários fatores, entre os quais Gnerre aponta:
     a associação dessa variedade à modalidade escrita;
     a associação dessa variedade à tradição gramatical;
     a dicionarização dos signos dessa variedade;
     a consideração dessa variedade como portadora legítima de uma tradição cultural e de uma identidade nacional.
    Entre essas variações lingüísticas, deve-se dominar que forma de falar?. A escola deveria assumir a variedade lingüística das classes populares como instrumento legítimo do discurso escolar. Por outro lado, há os que afirmamas classes populares aprendam a usar a variedade lingüística socialmente privilegiada, própria das classes dominantes.
    Para Geraldi, cabe ao professor de língua portuguesa em suas atividades de ensino, deveriam dar oportunidade aos seus alunos para o domínio de outra forma de falar, o dialeto padrão, sem que signifique a depreciação da forma de falar predominante em sua família, em seu grupo social, etc.
    Uma diferente concepção de linguagem constrói não só uma nova metodologia, mas principalmente um “novo conteúdo” de ensino.
    O ensino de língua portuguesa em escolas de primeiro grau consiste precisamente no ensino, para alunos que sequer dominam a variedade culta, de uma metalinguagem de análise dessa variedade – com exercícios contínuos de descrição gramatical, estudo de regras e hipóteses de análise de problemas que mesmo especialistas não estão seguros de como resolver.
    A maior parte do tempo e do esforço gastos por professores e alunos durante o processo escolar serve para aprender a metalinguagem de análise da língua, com alguns exercícios.
    Entretanto, uma coisa é saber a língua, a outra, é saber analisar uma língua dominando conceitos e metalinguagens a partir dos quais se fala sobre a língua, se apresentam suas características estruturais e de uso.

  21. isabella disse:

    esse poema retrata a realidade.mas acho que vc poderia melhorar,pois a favela não é só isso.

  22. Pingback: 400 « Poeta Matemático

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