À luz da lua, o vulcão
Arde, queima, faz som
Bate na rima a viola,
Guitarra que sola na moda,
Quero poder gritar
Ácido escorre no ar
Preside a invasão
De Hippies modernos na Terra
Vindo dos anos 60
Numa time-machine:
Nau que corta as palavras
Contado prosas variadas!
Inútil tentar sentido
Dadá é o pai do Estilo
Quero o cheiro mais doce
Cheirar o pó dos chinelos
Injetar nas veias o sangue
De guerras que eu não vivi,
Tradições estranhas da Índia
Noites de Kama-sutra…
.
Brilha o som dos sentidos
Meu coração me ultrapassa
Suando frio, sinto a lógica
Que não há nas palavras
Cores e cores de luz
Guitarras baianas mais simples
Misturadas a acordes difusos
O que será que eu sei ver?
Verdadeiros pedaços de olhos
Nas peles de índios carnudos!
.
E eu nunca mais vou chorar!
E eu nunca mais vou voltar!
Juventude de seios roliços
Pernas cruzadas nos rostos…
Tudo que existe é sentido
Todo sentido é perdido,
Música psicodélica,
Blues da piedade nos dedos…
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Foto tirada daqui…
3 Comentários
10 Dezembro, 2007 às 4:31 pm
Dois poemas “musicais” seguidos… e todos os dois poemas com um ritmo bom de acompanhar. Saudade de você, Poeta… Mamy te ama.
10 Dezembro, 2007 às 9:29 pm
Estava sumido, mas com uma saudade enorme do seu espaço virtual.
Abração,
11 Dezembro, 2007 às 8:23 pm
Me inspirando a fazer coisa errada, coisa que aliás, só de respirar eu já penso! hahahahahahahahahaha!!!
Enfim, gostei do poema, parece dar um barato mesmo, sabe… só num vou dizer que gostei da foto, simplesmente pq não entendi… aqui apareceu tipo uma mensagem “friendly reminder”…