10 Dezembro, 2007...1:28 pm

Janis

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À luz da lua, o vulcão

Arde, queima, faz som

Bate na rima a viola,

Guitarra que sola na moda,

Quero poder gritar

Ácido escorre no ar

Preside a invasão

De Hippies modernos na Terra

Vindo dos anos 60

Numa time-machine:

Nau que corta as palavras

Contado prosas variadas!

Inútil tentar sentido

Dadá é o pai do Estilo

Quero o cheiro mais doce

Cheirar o pó dos chinelos

Injetar nas veias o sangue

De guerras que eu não vivi,

Tradições estranhas da Índia

Noites de Kama-sutra…

.

Brilha o som dos sentidos

Meu coração me ultrapassa

Suando frio, sinto a lógica

Que não há nas palavras

Cores e cores de luz

Guitarras baianas mais simples

Misturadas a acordes difusos

O que será que eu sei ver?

Verdadeiros pedaços de olhos

Nas peles de índios carnudos!

.

E eu nunca mais vou chorar!

E eu nunca mais vou voltar!

Juventude de seios roliços

Pernas cruzadas nos rostos…

Tudo que existe é sentido

Todo sentido é perdido,

Música psicodélica,

Blues da piedade nos dedos…

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Foto tirada daqui

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