
Lágrimas frias
Fim dos meus dias
Inferno coroando poesias…
Se eu pudesse, voltaria
A sorrir e cantar
Batida de maracujá
E emoção sentida
Vai-se acabando a vida
Vou me remoendo
Flores, rododendros
Azaléias, e bonzais
Lágrima que se esvai
Conhecendo a noite
Fazendo em mim açoite
Informando o caminho
Que trilho, assim, sozinho
Suspirante e inocente
Dor que doma a gente
E faz GRITAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
.
É outra poesia
Acabou a alegria
Palatar que sofria
Luz de dentro, patamar
Eu quero meu jantar
Chega de esperar
Vou tomar os braços
Conhecer o outro lado
Não perecer calado
Olhos nos meus olhos
Espelho, lábios grossos
Brisa delicada
Flores na sacada
Do meu prédio no domingo
Vou sonhar sozinho
E indecente
Coração incandescente
Procurando mais sorrisos
Inventando prejuízos
Colorindo estradas nuas
Palavras frias tuas
Vão me fazer chorar…
.
E choro,
Pode crer que choro
E não há colo
Ou sorriso
Que me faça mudar…
12 Comentários
6 Janeiro, 2008 às 9:54 pm
Começou 2008 bem hein!!! Que post legal.
Farei visitas, aqui acima de tudo é um refúgio com boas leituras.
Abraços,
7 Janeiro, 2008 às 9:55 am
Bom dia, tudo bem ?
Gostei daqui, poesia é bom demais e adorei as suas.
E também sou fã de matemática risos..
Um ótimo 2008 e até breve,
Grande abraço.
=]
7 Janeiro, 2008 às 10:37 am
Que belezura poeta, delicia de grito com sabor de maracujá, choremos nossas mágoas e anseios, choremos sem vergonha de chorar!
dias lindos
beijos
7 Janeiro, 2008 às 12:05 pm
Bem intensa essa!
7 Janeiro, 2008 às 1:55 pm
Ei, copião! Pegou o mesmo estilo de blog q o meu! blé =P
Só não gostei dessa imagem de igreja aí. rs
besos para ti.
7 Janeiro, 2008 às 3:47 pm
Ei, Poeta! Chega de ficar triste! Decidi parar, não quero mais minha tristeza. Joga fora a sua também!
7 Janeiro, 2008 às 7:15 pm
Alágrima quente/ se faz presente, no dia a dia e no meu sonhar/ Quando cai no meu colo esfria e me faz soluçar…/ Solidão é omo máquina que nos fere e que acaba por nos tornar vazios e estranhos/ Em meio a Vida que é um show a parte/Mas, mesmo assim o meu viver pede ao Mundo: Pare…. “Qurero descer!”
7 Janeiro, 2008 às 7:30 pm
Saudações poeta matemático!
Parece que partilhamos as mesmas paixões: matemática e poesia!
Muito bons os poemas!
Dê uma vista de olhos no meu: http://www.quimicaproibida.blogspot.com
7 Janeiro, 2008 às 10:01 pm
Tá voltando pra outra casa, baby? Dizem que tristeza não tem fim, felicidade sim. Acredito demais nisso.
7 Janeiro, 2008 às 10:02 pm
Adendo: tá escuro aqui. É pra combinar?
8 Janeiro, 2008 às 12:43 pm
Bem triste… Gostei das rimas!
Abs,
REMO SARAIVA
12 Janeiro, 2008 às 10:49 pm
“Chega de esperar!”
Chorar satisfaz a alma. Tira-lhe o peso da tristeza com as lágrimas que escorrem pela face.
Começo a ficar sem palavras… GOSTEI!