12 Abril, 2008...7:29 pm

A um amigo…

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A tristeza tomou rumo e ficou aqui, doendo certamente e tão profunda. Sofro, sofro e vou errando só pelos caminhos dessa vida. Sou eu, que ando intranquilo pelas ruas, procurando nas pessoas a felicidade que só vem se eu estou contigo. Meu coração suporta tanto, mas se perde sem saber, se é amor profundo ou desengano, se as palavras que eu disser permanecerem e viverem e souberem mais que eu…

Ah, imensidão da vida. Traz pra mim alento e consolo, faz com que eu perca a insegurança, tira de mim toda dor que me envolve, faz de mim alguém que nunca chore, e depois quando sorrir e procurar meus pesadelos, faz de mim mais que um espelho, faz de minhas lágrimas o corpo inteiro, para lavar-me e secar-me, verdadeiro, pra desculpar as crueldades do meu ser…

E eu então partilharei meus sonhos mais fiéis, palavras que não se dizem nos bailes, nos bordéis, escadarias das igrejas infestadas de pecados, pecadores humilhados, suspirando por consolo, por agrado, por uma boca que lhe quer…

Devolva-me o amor de minha vida que perdi, vida que separa cruelmente os amores mais sensíveis, apieadai-se por mim que sofro já há mais de mil sóis…

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Para um querido amigo que traz no seu peito toda a dor do mundo, a dor de perder o verdadeiro e único amor. Que ele encontre nestas palavras, senão o consolo, pelo menos solidariedade neste momento tão difícil.

Força irmão, força…

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