_-_The_Flagellation_of_Our_Lord_Jesus_Christ_(1880).jpg)
Cai a pedra do céu
E circula o chapéu
A voar sem parar
A saber procurar
Esquecer sem saber
Cai o pedaço e retrato
Outro beijo, abraço
Escondido no peito
Procuro o respeito
E vôo demais
Ai que me dói esquecer
O silêncio me mata
O barulho escapa
De perto sou nada
De perto sou tudo
Vagando no mundo
Fazendo palavras
Confissões amargas
Sou perto, sou certo
Sou ar
Ai que me dói o suspiro
Não nego, não faço
Não saio comigo
Não teço, não digo não!!!
Zaratrusta
Flor flamejante
Alma cadente
Estrela e balão
Zaratrusta
Revolução
Tremeluzente
No peito doente
Finco minha própria mão
Zaratrusta
Assim falou
Zaratrusta
Assim escreveu
Antes da morte
Antes do fim
Cadáver errante
Erra pra mim
Flor lacinante
Brilha demais
Alma cadente
Estrela fugaz
Zaratrusta
com seus morcegos
E espetáculos
Pontas dos dedos
Receptáculos
Mundo que gira
Nas páginas
Mais destemidas
Almas vazias
Tupinambás
8 Comentários
29 Abril, 2008 às 11:00 pm
Menino… adorei isso! Intenso! Muito bom!
2 Maio, 2008 às 2:29 pm
Nossa, á séculos que não venho aqui!
Mas não é por não querer, viu? Seus poemas são sempre muito bem escritos.
Bjo
2 Maio, 2008 às 2:30 pm
Nossa, há séculos que não venho aqui!
Mas não é por não querer, viu? Seus poemas são sempre muito bem escritos.
Bjo
4 Maio, 2008 às 10:22 am
Intenso e lúcido. linkado.
3 Junho, 2008 às 1:37 pm
Adorei suas poesias… dores dançantes… tenho vindo aqui sempre… abraço.
16 Junho, 2008 às 4:18 pm
Mudanças por aqui, belas, muito belas.
Que poema forte, arrancou de mim estranhas sensações
dias lindos querido poeta
beijos
17 Junho, 2008 às 9:00 am
A tempos te devia uma visita, lindos versos!
29 Agosto, 2008 às 11:39 pm
Zaratrusta,texto que li na universidade, na disciplina de filosofia,intrigante pelas metáforas
usadas em sua linguagem,mas as intérpretações
diversas era oque mas me fascinava, pois a lógica
deste texto era tentar entender e se identificar com oque zaratrusta pensava”