Escandalizo
Saio com as mãos fustigadas
Uno-me ao fio da navalha
Quando corro numa perna só.
Mas, se não corresse?
Que tipo de marasmo seria esse
Que me percorreria?
Passos uníssonos
Palmas contrabalançadas
Contra as sacadas
Iluminadas
Dos edifícios do Leblon.
Pernas eriçadas
Mãos entusiasmadas
Pois das sacadas
As alvoradas
Tão esperadas
Pela minha amada…
Não ocorrerão.
Ou será que não?
Se corro de uma perna só
Sou louco
Ou seleto
Esperto?
Singelo…
Nada como a sedução.
Ou não?
Contra as sacadas
Austrais
De poetisas
Vestais (mas não virgens)
Ouço o canto arbóreo
Cálido, como um meteoro
Que cai contra o cais.
Pois se as houvessem
Tais virgens
Talvez alguém as ouvisse
E as calasse
Não teria dó…
Reclamo, tudo bem
Minha
Face
Solicita
Lágrimas
Cínicas.
E me engasgo em mi bemol.
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2 Comentários
26 Janeiro, 2009 às 9:02 pm
Estou com saudades.
29 Janeiro, 2009 às 9:00 pm
simplesmente amo seus versos! bjus