Bebo às vicissitudes do mundo
Embriago-me das tristezas
Faćo epopéias cantantes
Produzo obras hipnotizantes
E
Num instante
Entre o estalo
e o sussurro
Entre o gemido
e o murro,
Sorrio.
Ébrio
Vacilante entre as escadarias
Nocauteado dos mistérios
Profusos e profundos do etil
Deito-me no colo
Da noite.
E canto
A canćão mais escutada
Seco o frio da madrugada
Parafraseio o tudo e nada
Recalco-me.
Alegria
Alegria
O Pierrot entusiasmado me dizia
E a dama da periferia
Mata-me de angústia
De terror e de tesão.
E se eu sonhar com o mar
Que ele venha logo
Me nocautear
Procuro a sinergia com os astros
Loucos beijos e abraćos
Nas sarjetas deste mundo.
Quero as luzes coloridas
Mais que o frio das avenidas
Quero o contato
Mais que imediato
Com a minha solidão
Quero a faca augusta
Do olhar sentido
A parada lúcida
Do louco varrido
O pus etéreo
que me dá vontade
De arregaćar
Minha garganta
E brilhar
Mais que a lua de Catulo
Mais que o céu de Anacreonte
Mais que a lágrima na fronte
Mais que o ar
Mais que o ar
Mais que o ar…
1 Comentário
3 Junho, 2009 às 12:44 pm
mas que poema lindo! que embriagues arrebatadora!
adorei!