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	<title>Poeta Matemático</title>
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		<title>Poeta Matemático</title>
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		<title>Platônico</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 02:06:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[  Ele notou aqueles olhos tristes quando ela partiu. Não se disseram nada, nem fizeram promessas vãs como em outros tempos. Sabiam que não se veriam de novo e que pior seria alimentarem esperanças. Não se lembraria depois da roupa que ela vestia, nem do colar colorido que tinha lhe dado em seu último aniversário. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=781&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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	</p>
<p>
 </p>
<p>Ele notou aqueles olhos tristes quando ela partiu. Não se disseram nada, nem fizeram promessas vãs como em outros tempos. Sabiam que não se veriam de novo e que pior seria alimentarem esperanças. Não se lembraria depois da roupa que ela vestia, nem do colar colorido que tinha lhe dado em seu último aniversário. Não, estes detalhes passariam, pois o que era mais importante eram aqueles olhos negros e brilhantes, súplices, as mãos tentando ficar unidas, confiando evitar o desenlace inevitável. Não se lembraria se era primavera ou verão, nem se era meio-dia ou crepúsculo. Lembraria daquela dor fina e profunda de não poder fazer nada. Lembraria dela não como ela era de verdade, mas como um sonho. Não se beijaram, não se tocaram, não se despediram, nem ele suplicou que ela ficasse.
</p>
<p>Ela não se lembraria, tampouco. Não se lembraria nem do rosto, nem da estação de trem. Não se lembraria do dia do ano, nem sequer se era primavera ou verão. Não se lembraria se chovia, se ventava ou se era um daqueles dias mormacentos de fevereiro. Não se lembraria das mãos deles, nem dos dedos, nem dos lábios. Não se lembraria do rosto. Lembraria sim da infância, dos jogos, das brincadeiras inocentes. Lembraria do gosto de manga roubada do pé e das pequenas cicatrizes do joelho ralado. Lembraria daquela vida como um sonho distante, muitas vezes irreal e inalcançável. Dele, talvez uma lembrança leve e doce, algo tão fugaz quanto um suspiro. Dele, certamente não lembraria o cheiro, o gosto. Não lembraria sequer o nome. Não é possível guardar no coração um amor que não se viveu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/781/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/781/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=781&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Little Joy</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 02:09:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[  Está escrito nas ruas, nas luzes e escuros, nos silêncios urbanos. Está escrito no vento que atravessa até os ossos. Está escrito no frio de janeiro. Está escrito na quietude da noite. Está escrito nas caras inchadas dos mendigos, nas perebas blenorrágicas e sanguinolentas. Está escrito na chuva que torna tudo mais leve, mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=777&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2012/01/10/little-joy/"><img src="http://img.youtube.com/vi/mhPREStJlTg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>
 </p>
<p>Está escrito nas ruas, nas luzes e escuros, nos silêncios urbanos. Está escrito no vento que atravessa até os ossos. Está escrito no frio de janeiro. Está escrito na quietude da noite. Está escrito nas caras inchadas dos mendigos, nas perebas blenorrágicas e sanguinolentas. Está escrito na chuva que torna tudo mais leve, mais vistoso, levemente impressionista. Está escrito na arquitetura da cidade, na serenidade das coisas intangíveis. Está escrito nos sons inaudíveis da noite, nos roncos inocentes das crianças, na paz estimulante dos cemitérios.
</p>
<p>O carro vara a noite eu sinto: ela está viva e me beija com sua alma esperançosa. Tão inculta e bela. Tão injusta e terrível. Assaz encantadora, embala-me com teu canto sirênico, com tua piedade atroz e indirecionada. Ah! Como todos são injustos com tua candidez! Como zombam por seres impiedosa&#8230;
</p>
<p>A cidade está viva e teu coração pulsa na cadência dos que a constroem todos os dias. E sua alma vive com os sonhos dos seus filhos que afloram dos seus campos cerrados e das suas avenidas intransitáveis. Tuas lágrimas me guiam enquanto vivo contigo a expectativa de uma nova alvorada. Esperança: dizem que tu és capital. Vives dela, és tua irmã, és tua amiga e confidente. És teu espelho e com tuas asas guia uma expectativa renovada de mudanças.
</p>
<p>Quero-te. Amo-te como nunca amei nada intangível. És a estrelas das impossibilidades, metade de meias-verdades. És um canto negro, embalado pelos martelos e enxadas dos candangos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/777/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=777&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Despedida</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:28:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pensar não custa o silêncio, ela disse. Ele pegou o retrato dos dois sobre cômoda e olhou por muito tempo. É tarde, ele disse, preciso ir. Entreolharam-se. Não sabia ele se dava um beijo, um aperto de mão ou se saía dali sem nada dizer. Não era muito bom com emoções, ambos sabiam. Ela continuou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=775&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pensar não custa o silêncio, ela disse. Ele pegou o retrato dos dois sobre cômoda e olhou por muito tempo. É tarde, ele disse, preciso ir. Entreolharam-se. Não sabia ele se dava um beijo, um aperto de mão ou se saía dali sem nada dizer. Não era muito bom com emoções, ambos sabiam. Ela continuou olhando pela janela. Não dizia nada, não aparentava nada. Isto o deixava maluco. Sentou-se novamente e acendeu o cigarro. Estava escuro. Faça como quiser, ela disse. Levantou-se e foi à cozinha. Quer chá? Não, obrigado. Havia muito nãos naquela relação, ao menos para ele. No começo aquela distância deu uma sensação de mistério. Parecia que cada dia seria uma surpresa, aquela mulher seria uma surpresa constante. Porém, aos poucos ele percebeu que era árduo, que todo novo contato era uma dificuldade, que havia mesmo uma grande distância que ela insistia em colocar entre eles. E isso significava que não havia amor. E não podia haver notícia pior do que aquela. Por outro lado, todas as vezes que ele instintivamente tentou se livrar dela, não conseguiu. A vida dele era impregnada do seu cheiro, dos seus olhos castanhos e das sardas multiformes do seu rosto. Ele era um romântico incurável. Ela uma niilista incurável. Eu trouxe para você mesmo assim, ela disse. Sentou-se com ele na mesinha de canto do apartamento. Olhou-o fundo nos olhos. Silêncio. Sabe de uma coisa? Ele balançou a cabeça, interrogativo. Amanhã deve fazer sol. Ele fez uma careta. Não era isso que você queria ouvir? Silêncio. É tarde, eu devo ir. Você vai ficar, disse ela tranqüila. Ele levantou-se resoluto, derrubando a xícara já quase vazia. Ficaram os dois olhando o filete de chá escorrendo pelo chão. Nada disseram. Ele levantou-se e foi à janela com o rosto entre as mãos. Queria chorar, mas nunca ninguém lhe ensinou como se fazia. A vida o tinha moldado para ser duro, para ser inflexível, mas aquela mulher estava se mostrando mais dura do que qualquer coisa que ele já tivesse agüentado. Ela se levantou, pegou um pano na cozinha, limpou o chão e apagou as luzes. Vem pra cama, ela disse, amanhã tudo vai ser diferente. Silêncio. Ela se foi. Ele levantou-se, colocou o casaco e foi até a porta. Pôs a mão na maçaneta e pensou muito antes de sair. Ela ouviu tudo, quieta, deitada sobre a cama e olhando fixamente para o teto. Amanhã deve fazer sol, amanhã deve fazer sol, amanhã&#8230; ficou repetindo a si mesma entre lágrimas e soluços.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/775/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=775&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Da canção da noite&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 02:28:39 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe a essência e sobre ela eu não digo muito. Sinto. E existe o peito que bate fraco enquanto imita o descompasso de um amor pejorativo. E existe a dúvida franca, irmã que é da pureza e do desamparo. E existe o vento que toca a face augusta, com um encanto tão fugaz, que se liquefaz em gotículas de silêncios.
</p>
<p>Existe o pensamento, o fio da meada que não se perde, nem se ganha. Existe o assalto ao eu-lírico. É um assombro! Uma indecência! Uma vulgaridade expor uma nudez tão profunda que profana e expõe minhas sinapses mais elementares.
</p>
<p>E existe a boca que conquista a loucura e sensatez com o mesmo e desesperado ato de coragem. Ah, a intrépida ousadia dos jovens! O desapego dos sonhadores! O solilóquio das profusões interiores expostas em sangue e mel&#8230;
</p>
<p>Indômita. Cai a noite e o pranto contínuo dos que têm fome devora o mundo com seus significados. Nunca tive solidão, ela diz. Sempre tive um braço forte para me levar nas noites pelo mar bravio. Nunca tive companhia, eu digo. Sempre errei solitário pelas noites da cidade em chamas. Jamais houve o que me aplacasse a dor e o prazer de ser quem sou.
</p>
<p>Quem sou? Olho-me perdido no espelho e não reconheço a face enrugada dos meus infortúnios. Não vejo nos meus braços cansados o motivo de tanto desassossego. Ela me queria? Ela me esqueceu? Nada existe que não seja a pena que escreve alucinada neste pergaminho.
</p>
<p>Eu sou o livro. Eu sou a face. Eu sou o verbo.
</p>
<p>Eu sou a palavra encantada que é proferida na noite. Eu sou o mago. Eu sou o fim.
</p>
<p>Reviro-me na cama acostumando-me a repetir pesadelos à exaustão. Onde errei, me diga?
</p>
<p>Eu sou a porta. Eu sou o prédio. Eu sou a chave.
</p>
<p>Eu sou a ponta morta do futuro. Eu sou o retalho da tua pele que arrancastes na hora de aflição.
</p>
<p>Diga-me outra vez: amor. Diga-me outra vez: perdão. Diga-me sinceramente que te lembras de mim, que existes, que és&#8230; Que erras.
</p>
<p>Ou minta que queres&#8230; É o que me basta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/773/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/773/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=773&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Contra a tirania a Poesia</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 00:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Regional]]></category>
		<category><![CDATA[Trivial]]></category>

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		<description><![CDATA[Fechados, os braços e o coração As idéias, as letras que não se misturam As pessoas que se evitam, se suportam Meios e fases Meios e fins Meios e expectativas A vida corrida É um novo aniversário Passo a passo Noite, noite, dia A lua envolta em nuvens E a nudez da fantasia Entrecortada entre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=772&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fechados, os braços e o coração
</p>
<p>As idéias, as letras que não se misturam
</p>
<p>As pessoas que se evitam, se suportam
</p>
<p>Meios e fases
</p>
<p>Meios e fins
</p>
<p>Meios e expectativas
</p>
<p>A vida corrida
</p>
<p>É um novo aniversário
</p>
<p>Passo a passo
</p>
<p>Noite, noite, dia
</p>
<p>A lua envolta em nuvens
</p>
<p>E a nudez da fantasia
</p>
<p>Entrecortada entre campos
</p>
<p>Vazios&#8230;
</p>
<p>Frenesi
</p>
<p>Fim do tempo
</p>
<p>Do prazo,
</p>
<p>Da providência divina
</p>
<p>Das extrapolações
</p>
<p>Dos sentimentos
</p>
<p>Fim dos dias
</p>
<p>Fim do túnel
</p>
<p>Do amor platônico
</p>
<p>Do prato do dia
</p>
<p>Da insegurança
</p>
<p>Do painel onde vendes teu tempo por menos que uma pesseta
</p>
<p>
 </p>
<p>É a tirania escancarada
</p>
<p>Nos vagidos das crianças
</p>
<p>Nas escadarias das catedrais, onde dormes nua
</p>
<p>Vestida de estrelas
</p>
<p>É a tirania escancarada
</p>
<p>Nos cassetetes
</p>
<p>Nas prisões
</p>
<p>Nas fábricas
</p>
<p>Nos campos,
</p>
<p>Nos jornais
</p>
<p>É a tirania escancarada
</p>
<p>Nos olhos e nas cabeças
</p>
<p>Nos dedos acusadores
</p>
<p>Nas tribos e tribunais
</p>
<p>
 </p>
<p>E ela surge, íntegra
</p>
<p>Em seu passo decidido
</p>
<p>Entoa o canto hercúleo:
</p>
<p>A poesia permanece!
</p>
<p>Augusta e encantadora
</p>
<p>Cheia de si: a poesia</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/772/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/772/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=772&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>À noite o cântico</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/09/27/a-noite-o-cantico/</link>
		<comments>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/09/27/a-noite-o-cantico/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 02:49:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Os reis andam nus com suas espadas flamejantes E lá fora os prados verdes desencontram o perigo Há o oceano e as nuvens e há o terror que envolve amigos e inimigos E há a noite, e os temores vãos dos homens que temem a noite E há o medo do encontro e a solidão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=771&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.radio.uol.com.br/musica/radiohead/bloom/232117">Os reis andam nus com suas espadas flamejantes</a>
	</p>
<p>E lá fora os prados verdes desencontram o perigo
</p>
<p>Há o oceano e as nuvens e há o terror que envolve amigos e inimigos
</p>
<p>E há a noite, e os temores vãos dos homens que temem a noite
</p>
<p>E há o medo do encontro e a solidão do desencontro nos comove.
</p>
<p>
 </p>
<p>    Bebo da solidão no cálice imundo da minha covardia
</p>
<p>Procuro as garantias de temor e céu
</p>
<p>Mas me perco nas prosopopéias mais inadequadas
</p>
<p>Nas redondilhas encadeadas de versos que não planejo
</p>
<p>    
</p>
<p>Quem sou eu, pergunto-me
</p>
<p>Que fiz das minhas perturbações ilusórias e de meus pensamentos que muito interessavam a dois queridos amigos?
</p>
<p>Que fiz dos meus vinte e poucos anos? Que orgulho deixo para o homem que fui?
</p>
<p>Onde está o intrépido viajante, descortinador de futuros vindouros?
</p>
<p>Onde estou, que não me reconheço?
</p>
<p>
 </p>
<p>Fujo de mim, fugaz.
</p>
<p>Procuro no outro o futuro que planejei a mim mesmo
</p>
<p>Vago na história das coisas que não fiz
</p>
<p>Engulo-me de novidades enquanto vegeto.
</p>
<p>
 </p>
<p>Não, não é nostalgia. É mais algo que me embala,
</p>
<p>Como o canto perdido de um pássaro engaiolado
</p>
<p>É a tristeza com sua profundidade de cemitério.
</p>
<p>
 </p>
<p>E os reis andam nus com suas espadas flamejantes
</p>
<p>Queimam com seus cetros os campos cobertos de feno
</p>
<p>Enquanto eu me embalo renitente
</p>
<p>Na estonteante eternidade de cada instante</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/771/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/771/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=771&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Quênia A.</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/09/12/769/</link>
		<comments>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/09/12/769/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 05:11:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Trágico]]></category>
		<category><![CDATA[Tristezas]]></category>

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		<description><![CDATA[  Pensou um segundo em como as coisas não estavam fáceis há um certo tempo. Abriu as venezianas de madeira e sentiu finalmente o sol entrar pelo quarto. Sentou-se sobre a cama abraçando os joelhos e acendeu um cigarro de palha que tinha deixado enrolado na noite anterior. Pensou naquele sonho esquisito que não saía [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=769&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/09/12/769/"><img src="http://img.youtube.com/vi/AFVlJAi3Cso/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>
 </p>
<p>Pensou um segundo em como as coisas não estavam fáceis há um certo tempo. Abriu as venezianas de madeira e sentiu finalmente o sol entrar pelo quarto. Sentou-se sobre a cama abraçando os joelhos e acendeu um cigarro de palha que tinha deixado enrolado na noite anterior. Pensou naquele sonho esquisito que não saía da cabeça por um instante. Daí pra Jung foi um pulo. Não era mais a mesma desde que tomou consciência de si mesma.
</p>
<p>Olhou o relógio, mas não viu as horas. Era um tique olhar o relógio, o que fez deixar Jung pra lá. Estivera sozinha todo o fim de semana e agora era segunda-feira de novo e tudo estava na mesma outra vez. Precisava sair, nem que fosse pra esticar as pernas, mas havia muito sol, muita luz, muito horizonte naquela cidade. Infelizmente havia pouca chuva. Ela pensou em como cidades de horizontes grandes são terreno fértil para a reflexão e em como cidades com pouca chuva são um convite ao desespero e desumanidade. Deveria escrever isso. Deveria escrever&#8230;
</p>
<p>Ela pensava demais, achava. E pensava mesmo. E o telefone tocou. Era ele, sabia que era ele. Mas não queria atender. Seriam as mesmas perguntas, se ela estava bem, se ele podia vê-la hoje, que estava com saudades e que esperava que tudo desse certo porque gostava muito dela. E também ia dizer que ela era especial e que os dias sem o cheiro dela não eram mais dias, já que desde que ela sumiu nunca mais fez sol. E ela diria que ele é um bobo e que iria desligar, como todos os dias. Ela não tinha mais saco para aquele romantismo hipócrita. Será que ele nunca perceberia que ela precisava de outra coisa: não precisava de alguém que a idolatrasse, como se ela fosse uma grande alguma coisa, nem precisava de alguém que a amparasse, para que ela sentisse mais e mais as dores da sua incapacidade de acordar todos os dias.
</p>
<p>Ela não precisava <em>dele</em>. Como as mulheres que admirava, ela sabia que não precisava de ninguém. Talvez a única coisa que realmente a preenchesse fosse a solidão.
</p>
<p>Foi à janela. Não viu pássaros no céu. Ao longe podia ver o alaranjado do grande incêndio que estava destruindo o parque nacional. Os carros lá embaixo estavam todos cobertos de uma camada fina de fuligem. Pensou em fazer corações nos parabrisas com os dedos.
</p>
<p>Era uma menina, pensou. E pensou no sonho de novo. E pensou na próxima noite de insônia, quando os barulhos mais singelos pareceriam ecos do inferno. Tinha medo de morrer, mas tinha uma mágoa da vida que viveu meio a contragosto todos esses anos. Será que haveria algo depois? Ela queria acreditar, mas era prática demais pra qualquer coisa, qualquer movimento.
</p>
<p>Virou-se e andou até a porta. Ouviu. Nada. Seu roomate talvez já tivesse saído. Segurou a maçaneta e ficou encantada em como ela estava fria. Lembrou-se do inverno quando seu pai a levava para ver o nevoeiro cobrindo o laguinho e em como ela ficava preocupada com os peixes passando frio naquela água gelada.
</p>
<p>Sentou-se de novo na cama. Apagou o cigarro no cinzeiro, fechou a veneziana e ligou o som.
</p>
<p>Ficou ali, abraçando os joelhos, com os olhos muito abertos.
</p>
<p>Morreu tranquilamente aos noventa anos.
</p>
<p>
 </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/769/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/769/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=769&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title></title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 01:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza Morta]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Trágico]]></category>

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		<description><![CDATA[A flor que em guarda aguarda o beijo, temido tem medo, sufoca se esforça pra ser     [mais]           e eu canto à primavera         mascarado, sucinto com as cores mais belas e terríveis                 [vindouras] na boca, entre os dentes um sorriso de escárnio uma armadura e um gládio prontos para a luta ao luar         [infames] E [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=765&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A flor que em guarda
</p>
<p>aguarda o beijo, temido
</p>
<p>tem medo, sufoca
</p>
<p>se esforça pra ser
</p>
<p>    [mais]
</p>
<p>
 </p>
<p>        e eu canto à primavera
</p>
<p>        mascarado, sucinto
</p>
<p style="margin-left:36pt;">com as cores mais belas
</p>
<p style="margin-left:36pt;">e terríveis
</p>
<p>                [vindouras]
</p>
<p>na boca, entre os dentes
</p>
<p>um sorriso de escárnio
</p>
<p>uma armadura e um gládio
</p>
<p>prontos para a luta ao luar
</p>
<p>        [infames]
</p>
<p style="margin-left:36pt;">E canto à primavera,
</p>
<p style="margin-left:36pt;">Porque sem ela
</p>
<p style="margin-left:36pt;">nem cor, nem beijo,
</p>
<p style="margin-left:36pt;">nem amor, nem sentimento,
</p>
<p style="margin-left:36pt;">nem nada
</p>
<p style="margin-left:36pt;">        [impávida]
</p>
<p>Canto a ti, flor silvestre
</p>
<p>que aos cantos colores quando vestes
</p>
<p>as cores da paz e da guerra
</p>
<p>ambivalente, pelos prados, pelas ruas
</p>
<p>pelas casas das paixões que invades, nua
</p>
<p>em pétalas e caules&#8230;
</p>
<p>            [pendão austero e auriverde]
</p>
<p style="margin-left:36pt;">canto a ti, flor augusta
</p>
<p style="margin-left:36pt;">que com o fulgor de tenra idade
</p>
<p style="margin-left:36pt;">és eternidade, qual o amor
</p>
<p style="margin-left:36pt;">                [fugaz]
</p>
<p style="margin-left:36pt;">e quando canto a ti
</p>
<p style="margin-left:36pt;">quando sorris na cidade
</p>
<p style="margin-left:36pt;">embalsamada pelo concreto
</p>
<p style="margin-left:36pt;">de outro dia perdido
</p>
<p style="margin-left:36pt;">dás um grito inaudível, um gemido
</p>
<p style="margin-left:36pt;">um sussurro&#8230;
</p>
<p style="margin-left:36pt;">            [suicídio]</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/765/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/765/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=765&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Da perfeição das pequenas coisas</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/08/21/da-perfeicao-das-pequenas-coisas/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 01:23:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos Verídicos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Trivial]]></category>

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		<description><![CDATA[E eu estou envelhecendo. É incrível perceber que o corpo continua mudando, que certas coisas eu já não darei conta de fazer. Mas ao contrário do que eu pensava, resolvi deixar isso acontecer com naturalidade. Os dias, as horas, os acontecimentos, as experiências&#8230; Quando a gente envelhece parece que as pessoas nos tratam como sábios. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=764&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E eu estou envelhecendo. É incrível perceber que o corpo continua mudando, que certas coisas eu já não darei conta de fazer. Mas ao contrário do que eu pensava, resolvi deixar isso acontecer com naturalidade. Os dias, as horas, os acontecimentos, as experiências&#8230;
</p>
<p>Quando a gente envelhece parece que as pessoas nos tratam como sábios. Como se, pela primeira vez, o que eu digo pudesse ser digno de ser escutado por alguém. Ah, ledo engano! Como eu sou inseguro e incapaz! Como eu penso ainda tantas vezes antes de decidir. E como eu sofro pelas minhas escolhas.
</p>
<p>Mas aprendi a caminhar. Aprendi a ter paciência. Aprendi a não apressar o passo das coisas. Aprendi a domar meu tempo e deixar correr as coisas pelos meus olhos. Aprendi a segurar as rédeas do tempo com suavidade, não com força. Aprendi a ser sereno. Aprendi a ouvir.
</p>
<p>Aprendi que o ideal não é o bastante. Aprendi que nem sempre tenho de querer sempre mais. Aprendi a ser melhor, mas ser apenas melhor, sem a estupidez de querer ser melhor do que ninguém&#8230;
</p>
<p>Aprendi a olhar os jovens com outros olhos. Eles são tão belos, tão ingênuos, tão puros. Tão inseguros&#8230; tão parecidos com tudo o que eu sinto agora&#8230;
</p>
<p>Tão cheios de dúvidas e ao mesmo tempo tão aguerridos e fiéis. Tenho tanto orgulho dos meus amigos de quinze, dezesseis anos. Tenho tanta certeza de que eles vão muito longe justamente por não terem consciência precoce disso&#8230;
</p>
<p>E vou indo, aprendendo com as idéias daqueles que nem sabem como são belas suas idéias. E o peso dos anos, eu vou deixando nas curvas das estradas. Fico apenas com as marcas suaves do tempo que passa. As rugas de alegria pelos dias que ainda virão&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/764/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/764/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=764&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>A gangorra</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 20:46:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Trágico]]></category>
		<category><![CDATA[Tristezas]]></category>

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		<description><![CDATA[Abriu os olhos. Estava tudo muito escuro ainda. Não queria se levantar, mas ainda se lembrava vagamente daquele sonho estranho. Sentou-se sobre a cama, balançou a cabeça algumas vezes, passou a mão na barba de cinco dias. Pensou um pouco. Queria continuar dormindo, mas ele sabia que não adiantava mais. Abriu as cortinas e as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=762&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abriu os olhos. Estava tudo muito escuro ainda. Não queria se levantar, mas ainda se lembrava vagamente daquele sonho estranho. Sentou-se sobre a cama, balançou a cabeça algumas vezes, passou a mão na barba de cinco dias. Pensou um pouco. Queria continuar dormindo, mas ele sabia que não adiantava mais.
</p>
<p>Abriu as cortinas e as janelas e deixou que o sopro da noite invadisse o quarto. Estava nu, sempre dormia nu e não via sentido em mudar esse hábito agora que estava a tanto tempo sozinho. Estava frio. Não recebia uma visita há quanto tempo mesmo? Nunca ninguém se ofereceu pra conhecer o apartamento novo, mas também, quem vai nesse fim de mundo abandonado por tudo?
</p>
<p>Lá embaixo o mendigo louco da rua cantarolava uma velha canção calabresa. Era estranho ouvir aquele senhor de tantos anos cantando em dialeto italiano a plena madrugada.
</p>
<p>Foda-se, pensou. Foda-se, disse agora baixinho&#8230;
</p>
<p>O mendigo lhe deu uma idéia. Ele ligou o som, apenas um sussurro.
</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/21/a-gangorra/"><img src="http://img.youtube.com/vi/YT3UNuxvIzA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Era um velho disco de vinil que tinha achado no sebo dias antes. Falava com tanta nostalgia de sua terra, contava uma bela história que ele ia tentando decifrar devagar com seu italiano arrastado&#8230;
</p>
<p>E veio a tristeza e com ela veio a primeira lágrima, fria, que ficou presa numa curva do rosto sem descer. E foi só ela, amarga, dura, seca. Uma lagrima só carregada de lembranças de outras terras, distantes.
</p>
<p>Queria dizer, alguma coisa sobre si mesmo que ninguém devia jamais ouvir, nem mesmo ele. E o pensamento ficou ali, num instante, num caminho entre a consumação em palavras e o completo esquecimento.
</p>
<p>E ali, sozinho, sentado no chão, lembrou-se do sonho, nítido e claro como se tivesse acabado de passar por aquilo&#8230;
</p>
<p>Havia sol e havia muita areia, e havia crianças correndo e gritando por todos os lados. E ele estava lá no alto da gangorra, mais alto do que todo mundo, como ele adorava ficar sempre. E seu pai, muito moço, lhe sorria lá de baixo, olhando orgulhoso no fundo dos seus olhos&#8230;
</p>
<p>E ele era livre e forte, e indestrutível. E nada, absolutamente nada, podia tirar isso dele, nem que fosse um instante. Um instante de nostalgia da infância em meio a um oceano de solidão&#8230;
</p>
<p>Pois todo mundo é uma ilha, pensou. Todo mundo é uma ilha, e a noite é quando isso fica mais claro para o coração.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/762/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=762&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Flor</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/16/flor-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 02:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Arde Nas avenidas ensolaradas As moças tão comportadas Partilham idéias sobre tantas outras mulheres tão comportadas Tão solitárias Tão destemidas&#8230; Com suas vidas Vazias.   Arde Bate no peito Perto do camafeu - É tarde hoje, ou sou eu? - Como te chamas? - Orfeu&#8230;   Arde Fico entre as vagas desconhecidas Ânsias, medos, nostalgias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=761&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arde
</p>
<p>Nas avenidas ensolaradas
</p>
<p>As moças tão comportadas
</p>
<p>Partilham idéias sobre tantas outras mulheres tão comportadas
</p>
<p>Tão solitárias
</p>
<p>Tão destemidas&#8230;
</p>
<p>Com suas vidas
</p>
<p>Vazias.
</p>
<p>
 </p>
<p>Arde
</p>
<p>Bate no peito
</p>
<p>Perto do camafeu
</p>
<p>- É tarde hoje, ou sou eu?
</p>
<p>- Como te chamas?
</p>
<p>- Orfeu&#8230;
</p>
<p>
 </p>
<p>Arde
</p>
<p>Fico entre as vagas desconhecidas
</p>
<p>Ânsias, medos, nostalgias
</p>
<p>Perco-me entre garantias
</p>
<p>De amores que não amei.
</p>
<p>Cria que sou dos ventos
</p>
<p>Passeio entre sentimentos
</p>
<p>De dureza, inércia e amor incontrolável</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/761/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/761/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=761&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Kriptonita</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/03/757/</link>
		<comments>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/03/757/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 21:41:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lágrimas]]></category>
		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Romances]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Tristezas]]></category>

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		<description><![CDATA[Fechou os olhos e abriu os braços para sentir o vento revolto nos cabelos. Não que isso lhe proporcionasse um prazer a mais do que vários outros, como o cheiro de amaciante na roupa de cama recém-lavada ou sorriso de bebês quando a gente faz careta ou a sensação de pisar descalça na areia úmida [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=757&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/03/757/"><img src="http://img.youtube.com/vi/hOL986dwM7c/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Fechou os olhos e abriu os braços para sentir o vento revolto nos cabelos. Não que isso lhe proporcionasse um prazer a mais do que vários outros, como o cheiro de amaciante na roupa de cama recém-lavada ou sorriso de bebês quando a gente faz careta ou a sensação de pisar descalça na areia úmida de manhã bem cedo.
</p>
<p>Desde que ela disse que não vinha, nunca mais fez sol, ela pensou. Mas ela não estava triste. É a vida, os encontros acontecem, ou não. O que ela sentia também não era mágoa ou decepção. O que era estranho era o que ela não sentia.
</p>
<p>Parece que desde que ela decidiu não vir, tudo ficou meio diferente. Um pouco duro demais, um pouco frio, um pouco como o concreto que ela se esforçava pra sentir com as plantas dos pés recobertas de melissinhas de borracha coloridas.
</p>
<p>Sentou-se no parapeito, com as pernas balançando perigosamente no abismo. Olhou para a cidade, os carros, os prédios, a algazarra e o céu nublado, onde lá longe brilhavam alguns relâmpagos. E pensou na chuva que ia vir, e pensou <em>nela</em>, em como naquele dia o vento balançou os cabelos de mel, e em como a praia era clara e como também havia relâmpagos, mas eles estavam no mar, talvez a milhas de distância. E mesmo aquela chuva, naquele momento era linda&#8230;
</p>
<p>E pensou no que devia ter dito e não disse. Nunca disse. Que esperou pra dizer quando <em>ela</em> viesse, mas&#8230; mas há os desencontros.
</p>
<p>E pensou no que não sentia. Será que era por causa da Sertralina ou daquelas outras coisas que ela vinha tomando escondida há tanto tempo? E olhou pro chão, tudo era tão cinzento, tão sem-graça hoje. Escapar dali pela janela era tão tentador&#8230;
</p>
<p>Escapar dali era tão desejado&#8230;
</p>
<p>Fugir, arremeter-se contra a calçada, ou quem sabe um carro, ou quem sabe alguém, alguém como ela que deveria ser punido por desistir&#8230; Seria tão bom&#8230;
</p>
<p>Mas faltava a vontade e a determinação dos que estão destinados a grandes coisas.
</p>
<p>Levantou-se, enxugou as lágrimas no antebraço e ligou pra <em>ela</em>, dizendo que tinha começado o dia muito feliz, como fazia todas as manhãs.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/757/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/757/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=757&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sobre o tempo que faz falta&#8230;</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/03/sobre-o-tempo-que-faz-falta/</link>
		<comments>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/06/03/sobre-o-tempo-que-faz-falta/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 03:05:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos Verídicos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Trivial]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sumi, eu sei. Mas é que a vida real tem tomado muito tempo. Vida real, com pessoas reais, com problemas reais de importância suma e fundamental. Eu tenho estado em guerra contra inimigos muito mais fortes do que eu&#8230; E às vezes eu desanimo. Penso um pouco sim. Penso na luta, penso na guerra, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=756&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sumi, eu sei. Mas é que a vida real tem tomado muito tempo. Vida real, com pessoas reais, com problemas reais de importância suma e fundamental. Eu tenho estado em guerra contra inimigos muito mais fortes do que eu&#8230;
</p>
<p>E às vezes eu desanimo. Penso um pouco sim. Penso na luta, penso na guerra, penso na estupidez de toda essa luta fratricida e vã. Penso em como as coisas seriam mais simples se as pessoas não tentassem competir umas contra as outras o tempo todo&#8230;
</p>
<p>Ok, clamar contra a competição é ingênuo. Mas eu também acho contraproducente esse império de ignorância&#8230;
</p>
<p>Diálogo é bom, mas implica em aceitar a visão do outro. Em ouvir, em ceder&#8230;
</p>
<p>Quando você está em guerra acaba abrindo mão de coisas que você acha importantes. Esse blog ficou parado por muito tempo, mas agora vou me esforçar pra botar ele de volta pra funcionar, porque escrever aqui, mesmo que ninguém leia, me faz muito bem&#8230;
</p>
<p>Então é isso. Posto um texto melhor em breve. Tem muita coisa sacudindo a minha cabeça&#8230;
</p>
<p>Até
</p>
<p>
 </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/756/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/756/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=756&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sonhos de uma noite de outono</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 03:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos Verídicos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Tristezas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem acordei com uma luz na cara. Meu sono é leve, então qualquer luz ou barulho me acorda. Mas eu moro no último andar e sozinho, então não fazia sentido ter uma luz na minha cara. Abri os olhos. Era a lua, enorme e bela num céu absurdamente claro. Levantei. Adoro a vista desse apartamento, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=755&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem acordei com uma luz na cara. Meu sono é leve, então qualquer luz ou barulho me acorda. Mas eu moro no último andar e sozinho, então não fazia sentido ter uma luz na minha cara.
</p>
<p>Abri os olhos. Era a lua, enorme e bela num céu absurdamente claro.
</p>
<p>Levantei. Adoro a vista desse apartamento, um pedaço enorme de céu. Não tão grande como o céu de Brasília, mas é muito céu, sem dúvida. E do lado esquerdo tem um morro de grama bem verde onde eu vejo umas vacas e cavalos pastando de vez em quando. Bucólico. Não pensei que ia ter um sentimento de <em>fugere urben</em> no meio dessa metrópole.
</p>
<p>A verdade é que eu estou gostando de ficar sozinho. Assim não preciso dar explicações desnecessárias sobre minhas mudanças de humor. Quando estou sozinho eu tenho de encarar-me a mim mesmo, sem máscaras ou óbvios fingimentos necessários nas relações com os outros. A sinceridade é um fardo insuportável, muito mais do que a mentira.
</p>
<p>Olho pro quarto. A mobília se resume a um grande colchão inflável no chão e uma cadeira de praia que já está perto do fim da vida. Tento fazer pouco barulho. O eco nas paredes de uma casa vazia faz com que tudo fique maior do que realmente é. Até mesmo a solidão.
</p>
<p>O que é minha vida? Não, não estou triste, mas também não sei se consigo entender meus sentimentos. Um pouco de raiva, um pouco de frustração e principalmente um cansaço absurdo, tão grande que faz tempo que não consigo ficar reflexivo, pensando em coisas que não tenham nada a ver com a sobrevivência ou com o cardápio minguado do café da manhã e das refeições seguintes.
</p>
<p>É quente a noite. Estou suado. Como é quente esta cidade&#8230;
</p>
<p>Ando pela casa. Vou até o banheiro e ligo a ducha. Primeiro a sensação de susto da água fria batendo na pele. Depois os arrepios que percorrem o corpo todo. Mas se espero uns trinta segundos, o corpo se acostuma e a água fica melhor do que qualquer ar condicionado.
</p>
<p>Ah, é tão bom! É como se curar de uma ressaca. E, falando nisso, penso em quanto tempo eu não bebo. Talvez se fossem outros tempos eu estaria com meu amigo Johnny agora, conversando sobre como deve ser linda a Escócia nessa época do ano. O Johnny me ouve. Penso também no Jack e no senhor Cuervo. Como eles foram bonzinhos comigo no passado&#8230;
</p>
<p>Mas essa nostalgia não dura muito. Penso mais nas pessoas que me ouviam há pouco tempo e desapareceram. <em>É incrível como as pessoas que você mais ajudou são as primeiras a desaparecer quando você precisa delas&#8230;</em>
	</p>
<p>Desligo o chuveiro. Não, não tenho rancor. É parte da vida, as pessoas vêm e vão, as amizades têm seu ritmo particular. As pessoas têm sua vida. Faz parte. Eu mesmo sei que jamais vou pagar o bem que algumas pessoas fizeram a mim. Mas dói elas sumirem sem dar uma explicação. Dá uma sensação de que foi algo que eu fiz, sem pensar. Talvez seja bem isso mesmo, talvez quando os problemas começaram a aparecer eu tenha dito alguma coisa que não diria se não fosse a puta pressão de ter de fingir estar tudo bem por tanto tempo. E aí vem a sinceridade de novo. Meu fardo&#8230;
</p>
<p>Não é o maior deles, mas é um fardo.
</p>
<p>Penso em desistir às vezes. Penso na morte, na face escura e linda da morte, mas isso não dura nem um segundo.
</p>
<p>Saio do banheiro nu. Não me incomodo com a meladeira que eu faço. Estou morando sozinho e foda-se o universo.
</p>
<p>Passo pela sala, com as janelas e cortinas escancaradas. A noite abraça minha nudez e isso fica martelando na minha cabeça um tempo como um poema que teima em tentar nascer mesmo que a cabeça doa e a gente fique cansado de pensar. Os poemas são assim, às vezes, como crianças chatas que ficam pedindo pra sair até que você se cansa e dá uma bala pra elas pararem de encher o saco.
</p>
<p>Estou na janela, olhado a silhueta dos prédios. Em um dos apartamentos um casal, também à janela, se beija. <em>Será que eles acabaram de fazer amor? </em>Sinto-me mal por pensar nisso, mas é difícil pensar em outra coisa com essa lua enorme e um casal na janela no meio da madrugada. Sinto-me cansado, mas sei que não vou dormir.
</p>
<p>São três da manhã. Dali a uma hora e meia tenho de estar de pé para um novo dia de trabalho. Devo ter dormido só umas duas horas até ali. Maldita insônia.
</p>
<p>Volto pra cama e fico pensando se isso tudo está valendo a pena. A razão sabe que sim, mas ultimamente não é nela que tenho estado mais interessado&#8230;
</p>
<p>E nessas horas penso no mundo maluco de Escher e acho que só ele mesmo que entendeu o que é a vida de verdade&#8230;
</p>
<p>Esses artistas sabem das coisas&#8230;
</p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/755/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=755&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sulk</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 02:43:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sometimes you sulk, sometimes you burn God rest your soul When the loving comes and we&#8217;ve already gone Just like your dad, you&#8217;ll never change Ouça no volume máximo!!! E eu não entendo porque isso queima tão fundo. Como uma onda, um vulcão, uma explosão que me toma em todas as partes, uma energia que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=752&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p style="text-align:right;"><em>Sometimes you sulk, sometimes you burn<br />
</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>God rest your soul<br />
</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>When the loving comes and we&#8217;ve already gone<br />
</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>Just like your dad, you&#8217;ll never change<br />
</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/03/13/sulk/"><img src="http://img.youtube.com/vi/42xgByMKAxk/2.jpg" alt="" /></a></span>
</p>
<p style="text-align:center;"><span style="font-size:8pt;">Ouça no volume máximo!!!<br />
</span></p>
<p>E eu não entendo porque isso queima tão fundo. Como uma onda, um vulcão, uma explosão que me toma em todas as partes, uma energia que não me deixa ficar parado. Nem pés, nem mãos, nem braços. Sou o sentimento passando por cima das ondas. Sou grande, sou forte, sou indestrutível, sou eterno, mas estou no seu rosto quando vês seu filho recém nascido. <em>I&#8217;m bigger, I&#8217;m falling above your cloud eyes, your instinct, your happiness, and even more</em>. Sou a língua do profeta falando por bocas mortas e vivas, falando pelas pedras, pelas fontes e pelos animais. Sou uma fonte de bem-aventuranças. Sou o céu sobre ti, aquele que descansa seus ombros. Sou tua carne, teu sangue. Sou a primeira vez que sentistes que eras mais do que apenas ti. Sou mais e mais, estou em tudo, tu me respiras e gostas, tu me desejas de olhos fechados e abertos. Tu me vês em teus sonhos e me apalpas. Sou tudo o que queres ser. Sou a perfeição e a dúvida, a certeza e a coragem. E quando te negam tudo, quando não tendes nem a luz sobre ti, nem nada mais, sou sua esperança na qual agarras todas as suas forças. Eu sou o Bem, tu me conheces desde sempre. Eu que lhe carreguei nos braços quando não tinhas coragem de olhar nos seus próprios olhos. Eu lhe consolei quando choravas e te felicitei nos momentos de alegria. Eu estava contigo quando vistes o rosto da Glória e vistes teus maiores sonhos realizados. Sempre, mesmo quando jurastes que eras solidão.
</p>
<p>E serei. Serei o que estará contigo na hora de morte, o que fechará seus olhos velhos e cansados na hora que se apagarem. E segurarei tua mão. E te levarei para a eternidade, onde haverá apenas dias de sol e sorrisos.
</p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/752/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/752/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=752&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>The House of the Rising Sun</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 03:03:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=750&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/03/13/the-house-of-the-rising-sun/"><img src="http://img.youtube.com/vi/mmdPQp6Jcdk/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<title>Banquete</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 16:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Monólogo...]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza Morta]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos Verídicos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[Fecho os olhos. Deixo que a respiração entre no peito, devagar, sentindo o vento entrando pelas narinas, pela garganta e, suave, invada meus pulmões. Estou vivo. Inflo-me de vida e oxigênio. Encho-me de pensamentos. Sinestesias, hipérboles, sinédoques e metalepses! Muitas e muitas palavras, zeugmas, polissíndetos em profusão. Quadras e rimas, sonetos inteiros atravessam o meu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=748&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fecho os olhos. Deixo que a respiração entre no peito, devagar, sentindo o vento entrando pelas narinas, pela garganta e, suave, invada meus pulmões. Estou vivo. Inflo-me de vida e oxigênio. Encho-me de pensamentos. Sinestesias, hipérboles, sinédoques e metalepses! Muitas e muitas palavras, zeugmas, polissíndetos em profusão. Quadras e rimas, sonetos inteiros atravessam o meu cérebro. De Aristóteles a Espinosa, de Platão a Caio F. Abreu, de Mozart a Gaga. Sentidos, expressões, lágrimas e o triunfo inesperado, cercado de ânsia e taquicardia. Deixo-me perder. Deixo me perder. E perdido, experiencio a sensação alentadora de não ser, não me preocupar, não me importar com nada que não sejam os sentidos.
</p>
<p>E viro o cosmos. Não que algum dia eu não fosse. Eu sempre <em>fui</em>, mas agora é tudo tão tangível e prático. É a consciência que emerge da inconsciência. É o tempo, agindo em consonância com minha confusão. Ah! É preciso perder-se para alcançar a perfeição. É preciso perder-se para dirimir as dúvidas sobre o que é de si e o que se pode alcançar de além de si. Bailo comigo mesmo. Eu e meu não-eu. São dois pássaros que brigam juntos pelo direito à minha carne, ao meu sangue, ao brilho dos meus olhos na noite escura.
</p>
<p>Quem sou eu? Não importa o &#8216;eu&#8217; quando há o &#8216;tudo&#8217; além do eu. Deixo que as idéias caminhem sozinhas e faço com que o álcool, o sexo e a noite entrem em mim pela respiração. Invadido, confuso, mas profundamente cheio de tantas coisas que não processo. As informações deixam de lado a sua relevância. Abrir mão do tempo é conseguir tocar a perfeição.
</p>
<p>Estou vivo, penso, estou vivo. E não há parte de mim que não esteja viva comigo. E não há parte do outro que não viva comigo, <em>whatever</em>. E não há diálogo com o outro com o tudo que abarque menos do que a totalidade de mim. E penso nessas coisas enquanto volto pra casa, tropeçando nas pessoas que passam por mim na rua.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/748/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/748/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=748&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Café com pão</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/03/09/cafe-com-pao/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 02:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Geométricos]]></category>
		<category><![CDATA[Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://poetamatematico.wordpress.com/2011/03/09/743/</guid>
		<description><![CDATA[  Virtude. Parcimônia. Inconseqüência. Solicitude. Sagacidade. Beleza. Caos. Serenidade. Luminescência. Candidez. Loucura.         Inconstância. Suor. Saliva Sangue Supressão     de    Singularidades&#8230; Tepidez poesia .     .             . a poesia ferve&#8230; Tremor Suspiro Sussurros     Palavras Marulho&#8230; Mentiras Um, dois, três, trinta&#8230; Trinta e três Trinta e Três&#8230; Vejo Longe Vejo:     Perto&#8230; VejoToco Sinto Vivo Vegeto Sinto Penso Sinto Vejo Veja [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=743&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/03/09/cafe-com-pao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Qvv-LpTBWVk/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>
 </p>
<p>Virtude.
</p>
<p>Parcimônia.
</p>
<p style="margin-left:36pt;">Inconseqüência.
</p>
<p>Solicitude.
</p>
<p>Sagacidade.
</p>
<p>Beleza.
</p>
<p>Caos.
</p>
<p style="margin-left:36pt;">Serenidade.
</p>
<p style="margin-left:72pt;">Luminescência.
</p>
<p>Candidez.
</p>
<p>Loucura.
</p>
<p>        Inconstância.
</p>
<p>Suor.
</p>
<p>Saliva
</p>
<p>Sangue
</p>
<p style="margin-left:36pt;"><span style="font-size:9pt;">Supressão     de    Singularidades&#8230;<br />
</span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"><strong>Tepidez<br />
</strong></span></p>
<p><span style="font-size:8pt;text-decoration:underline;">poesia<br />
</span></p>
<p style="margin-left:108pt;">.
</p>
<p style="margin-left:108pt;">    .    
</p>
<p style="margin-left:108pt;">        .
</p>
<p style="margin-left:108pt;">a poesia ferve&#8230;
</p>
<p>Tremor
</p>
<p>Suspiro
</p>
<p style="margin-left:72pt;">Sussurros    
</p>
<p>Palavras
</p>
<p>Marulho&#8230;
</p>
<p>Mentiras
</p>
<p style="margin-left:72pt;">Um, dois, três, trinta&#8230;
</p>
<p style="margin-left:72pt;">Trinta e três
</p>
<p>Trinta e Três&#8230;
</p>
<p>Vejo
</p>
<p style="margin-left:180pt;">Longe
</p>
<p>Vejo:     <span style="font-size:8pt;">Perto&#8230;<br />
</span></p>
<p style="margin-left:72pt;">VejoToco
</p>
<p>Sinto
</p>
<p style="margin-left:36pt;"><span style="font-size:22pt;">Vivo<br />
</span></p>
<p>Vegeto
</p>
<p style="margin-left:36pt;">Sinto
</p>
<p style="margin-left:108pt;">Penso
</p>
<p>Sinto
</p>
<p>Vejo
</p>
<p style="margin-left:36pt;">Veja
</p>
<p>Ouça
</p>
<p style="margin-left:36pt;">Fale
</p>
<p>
 </p>
<blockquote><p style="margin-left:72pt;">[Faz onde colore a brisa coisas pela humanidade
</p>
</blockquote>
<blockquote><p style="margin-left:72pt;">Sonhe esse sonho sujo
</p>
</blockquote>
<blockquote><p style="margin-left:72pt;">Corra nu pela cidade
</p>
</blockquote>
<blockquote><p style="margin-left:72pt;">E depois quando fugir a força
</p>
</blockquote>
<blockquote><p style="margin-left:72pt;">É que virei a entender a sua sobriedade]
</p>
</blockquote>
<p>
 </p>
<p style="text-align:center;">Pulso
</p>
<p style="text-align:center;">Pulso
</p>
<p style="text-align:center;">Pulso&#8230;
</p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<p>Paro&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/743/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/743/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=743&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Férias&#8230;</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/02/27/ferias/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 02:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Este blog está de férias para o Carnaval. Estarei fazendo poesias e vivendo a vida em qualquer bloco do Rio de Janeiro. Escolha o seu bloco e deixe aí nos comentários que eu dou uma passada lá pra gente se encontrar Abraços&#8230;   Roger Elias Tabaldi Vulgo Poeta Matemático  <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=740&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este blog está de férias para o Carnaval.
</p>
<p>Estarei fazendo poesias e vivendo a vida em qualquer bloco do Rio de Janeiro.
</p>
<p>Escolha o seu <a href="http://oglobo.globo.com/carnaval2011/blocos/">bloco</a> e deixe aí nos comentários que eu dou uma passada lá pra gente se encontrar
</p>
<p>Abraços&#8230;
</p>
<p>
 </p>
<p><em>Roger Elias Tabaldi<br />
</em></p>
<p>Vulgo Poeta Matemático
</p>
<p>
 </p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/02/27/ferias/"><img src="http://img.youtube.com/vi/_e7ah-kyVyE/2.jpg" alt="" /></a></span>
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		<item>
		<title></title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 03:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
		
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	</item>
		<item>
		<title>Zona de Conflito</title>
		<link>http://poetamatematico.wordpress.com/2011/02/20/zona-de-conflito/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 04:11:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[SOLDADO Subo a colina. A ordem era para descansar porque o dia de amanhã seria decisivo, mas estávamos todos tão excitados no acampamento que sabíamos que ninguém iria pregar o olho. Por toda a noite ouvimos ao longe os foguetes da artilharia que explodiam sobre a cidade de Lefeur. Vez ou outra um avião nosso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=736&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SOLDADO
</p>
<p>Subo a colina. A ordem era para descansar porque o dia de amanhã seria decisivo, mas estávamos todos tão excitados no acampamento que sabíamos que ninguém iria pregar o olho. Por toda a noite ouvimos ao longe os foguetes da artilharia que explodiam sobre a cidade de Lefeur. Vez ou outra um avião nosso passava muito baixo, tão baixo que o vento das hélices balançava as cabanas improvisadas do acampamento.
</p>
<p>Continuei subindo arfante, carregando o fuzil pesado em um ombro. Quase chegando ao topo do morro eu me abaixei mais por instinto do que por acreditar que alguém pudesse me acertar ali. Rastejando, com o fuzil na frente do corpo e o capacete metálico firme na cabeça, ousei dar uma olhada em Lefeur.
</p>
<p>
 </p>
<p>CORONEL
</p>
<p>Dei mais uma olhada nos mapas dos arredores. A reunião do Estado Maior fora muito tensa, a um certo ponto o General La Fountain tinha esmurrado a mesa a fim de recuperar a ordem. Aquilo não podia ser bom. A tropa parecia insegura, quase a ponto de um motim. A questão é que a 2ª companhia, sediada ao sul de Lefeur, estava numa posição muito frágil. A linha de suprimento fora cortada e não se sabia muito sobre o estado dos soldados. O problema é que justamente esta companhia deveria ter um papel decisivo na batalha. Se o grosso do exército inimigo abandonasse Lefeur e fugisse para o sul por ali a campanha toda ficaria mais complexa. Quantos soldados já haviam morrido nesse cerco? Eu mesmo já estava perdendo a fé na vitória. Todos sabemos da capacidade de La Fountain, mas as decisões estavam ficando confusas. Deixar a 2ª companhia isolada numa situação dessas era perigoso demais.
</p>
<p>O fato é que ele preferiu arriscar. O ataque a Lefleur, que deveria ter acontecido nesta noite, foi adiado para a manhã seguinte para que, à luz do dia, fosse mais fácil perceber uma fuga das tropas de Lefleur. Enquanto isso, um único soldado foi mandado à 2ª companhia para apresentar as novas ordens enquanto o bombardeio aéreo continuava. Um único soldado. Como arriscar tudo com um único soldado? Foi assim que Cardabal partiu.
</p>
<p>CAMPONÊS
</p>
<p>Muitos anos depois, me lembrei daquela noite. Estava frio e eu procurava desesperadamente algo para comer. A cidade fedia a cadáver. Por todos os lados era possível ver gente morta, bichos vadios se alimentando dos corpos insepultos que ficavam jogados na rua. O Exército Revolucionário Anarquista (ERA) não tinha muitos soldados mais em Lefeur. Uma parte considerável tinha saído há duas noites, prevendo o grande ataque, e se refugiado em Pontisan, Guaiacanal e em LaConcha, já do lado espanhol. Ali as coisas estavam mais fáceis. Porém, um efetivo considerável, de uns dez mil homens, resolveu resistir até a morte. Era o martírio, eles diziam, para que mais gente se solidarizasse à causa. Eu não tinha nada com isso, eu tinha fome, e nessa situação, mesmo os soldados barbudos do ERA não tinham o que comer. Cruzei com um rapaz de vinte anos que com o rosto bastante ferido que segurava uma baioneta e falava coisas desconexas. Eu tive medo. Havia muitos nessa situação entre os mártires.
</p>
<p>Eu nunca tinha entendido direito a idéia de um exército sem general. No começo, muitos obedeciam cegamente às ordens de Juliette Le Branche, a donzela infiel. Mas ela tinha sido presa e morta em Paris há um mês, numa solenidade que o próprio ditador Saint-Hilarie tinha participado. Mas mesmo nessa época as coisas eram decididas pelos próprios soldados, na hora da batalha. E, surpreendentemente, a resistência estava durando muito mais do que o esperado. É claro que o apoio de uma rede mundial de solidariedade tinha sido decisivo. Em menos de dois anos, os principais países da Europa Ocidental tinham se tornado ditaduras terríveis. Começou na Itália, governada com mão de ferro por Saglieri, seguido pela França de Saint-Hilaire. Em pouco tempo, também a monarquia britânica tinha caído e o Rei Charles III decapitado em frente ao palácio de Buckinghan, sob a sombra do monumento à vitória. Mais recentemente a Holanda, Portugal e Espanha sucumbiram a ditaduras, embora a resistência na Catalunha estivesse dando trabalho. Por enquanto, o fiel da balança continuava sendo a Alemanha e a Rússia que permaneciam democráticas apesar das imensas pressões de todos os lados.
</p>
<p>Todos os dias, pela fronteira com a Alemanha, pessoas de toda a parte, principalmente das nações livres da América Latina e do Norte da África, vinham lutar com a resistência. Eles vinham esfarrapados, muitas vezes sem nenhuma arma ou dinheiro, dizendo que lutariam pela liberdade em qualquer país. E vinham para a França e se intitulavam &#8216;Sans-Culottes&#8217;, juntando-se ao ERA. O lema dos soldados era: Pela Glória do General. E não havia general algum, líder algum que fosse mais importante do que qualquer soldado. Não havia comando, não havia hierarquia, não havia disciplina. Havia sim, aquela cidade perdida, cheia de mortos e fome. Ser livre era morrer de fome?
</p>
<p>ALMIRANTE XAVIER
</p>
<p>O plano todo tinha sido muito louco. Eu mesmo não acreditava que o Presidente tinha mandado fazer aquilo. A versão oficial é que as negociações com a liga européia continuavam andando e que os diplomatas estavam costurando para garantir a continuidade da paz. Porém, pelos bastidores, todos sabiam que a Alemanha tinha pedido ajuda, sabendo que a liga européia ia invadi-los em breve. A questão era o momento certo de começar a guerra. E ele estava ali, no meio do Mediterrâneo, comandando a quinta frota, num dos lugares mais perigosos do mundo, no meio de uma missão tão absurda quanto impossível.
</p>
<p>A questão era que a guerra era uma conseqüência inevitável dos interesses em jogo. Embora a grande mídia estivesse engrandecendo a liga européia como salvadora do mundo, todos sabiam que a coisa não era bem assim. Com o crescimento das economias da América Latina, da África e da Ásia, as relações diplomáticas tinham ficado muito mais enfraquecidas. Apesar do declínio das economias européias, eles se recusavam a ceder o protagonismo nas relações internacionais. Com isso, subiram ao poder os ditadores na Europa, com a missão de recuperar os países, enfraquecidos por décadas de um &#8220;sistema democrático fraco e corrupto, prostituído por uma horda de imigrantes horrendos&#8221;.
</p>
<p>Quantos brasileiros já tinham ido fazer guerra sozinhos, sem qualquer treinamento? Ninguém sabia ao certo, mas o fato é que já passava e muito dos dez mil. Todo mundo conhecia alguém que tinha juntado tudo que tinha para fazer guerra num país desconhecido. A maior parte ia pra França, mas muitos estavam agora nas montanhas da Catalunha, onde acreditavam que poderiam se reunir para tomar Madri ou Paris. Outros estavam em Trieste, no norte da Itália, onde a resistência anarquista estava se organizando.
</p>
<p>A verdade é que eu sentia orgulho. O presidente havia tomado decisões difíceis. Três anos antes, num movimento ousado, agentes da ABIN conseguiram resgatar Willian, herdeiro do trono inglês, poucas horas antes de ser executado. Agora ele era um refugiado no Brasil.
</p>
<p>Lefeur era a cidade, ali aconteceria o começo da resistência internacional à liga européia. Se tomássemos a cidade, certamente as nações da liga do sul se uniriam a nós e o caminho até Paris estava quase garantido. E com o exemplo, os catalães teriam mais força para se levantar contra Madri. Era uma questão de tempo.
</p>
<p>Eu estava excitado. Agora faltavam poucos minutos. Mandei as ordens para o contra-almirante e fui para a sala de comando. Olhei para o relógio. Sete para meia-noite. Já era possível ver as luzes de Port-la-Nouvelle.
</p>
<p>SAINT HILAIRE
</p>
<p>Tinha passado o dia trabalhando. Era noite e tomava um Bourbon. Com La Fountain em Lefeur, a vitória seria certa. Há pouco havia falado com o presidente da Itália. O plano ia bem. Após Lefeur eles partiriam para Trieste para encerrar o foco da resistência ali. Então sobraria apenas a Catalunha, mas ali haveria um gosto especial. A Alemanha dava mostras de cansaço. A liga pela família estava se tornando cada vez mais forte por lá. Era só uma questão de tempo até que eles tomassem o poder democraticamente. O fato é que as minhas reformas estavam dando certo. O desemprego diminuiu e o sentimento francês há muito tempo não era tão forte. Todos trabalhavam unidos por uma grande França.
</p>
<p>Eu sabia que a resistência em Lefeur não seria tão grande. Poderia usar aquilo para esmagar de vez aqueles insetos latinos ridículos. Claro que ninguém sabia que o que estava sustentando a economia francesa era o dinheiro dos republicanos americanos que pretendiam uma ofensiva mundial contra a liga do sul em breve. Mas o fato é que ninguém queria uma guerra de proporções agora.
</p>
<p>O CATALÃO
</p>
<p>De lá eu já podia ver as luzes de Lefeur. Se a informação fosse certa, eles entrariam em contato com a 2ª divisão em poucos minutos. Mais uma missão suicida, mas por enquanto eu estava tendo sorte. Rezei um pouco para a Virgem dos Remédios. Olhei para o relógio: dois para a meia-noite. Fazia frio. Levantei a bandeira e olhei para trás. Tinha orgulho disso. Conseguimos, em menos de cinco dias, cobrir os cento e vinte quilômetros que separam Bagá, onde o grosso da tropa do ERA havia se juntado, da cidade de Lefeur, passando por montanhas íngremes. Éramos cem mil e andávamos tão silenciosos que ninguém diria que éramos mais de vinte.
</p>
<p>O SOLDADO
</p>
<p>Dali a pouco eu veria os soldados da 2ª companhia. Era quase certo que eles estivessem esperando por mim. Precisava correr. Em pouco tempo estouraria o prazo. Apertei fundo as ordens sobre o peito e corri desembestado pela colina abaixo.
</p>
<p>
 </p>
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		<title>As bodas de Fígaro&#8230; (mozart)</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Feb 2011 16:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<title>Da arte de ser feliz III</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Feb 2011 00:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Tristezas]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[I&#8217;ve lived a life that&#8217;s full I traveled each and every highway And more, much more than this I did it my way A gente tem metas. A gente tem sonhos. A gente tem expectativas. A gente abre mão de coisas, esperando conquistar outras. A gente corre atrás, vira noites e noites. A gente se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=728&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/02/18/da-arte-de-ser-feliz-iii/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-vNFbSVlS2I/2.jpg" alt="" /></a></span>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>I&#8217;ve lived a life that&#8217;s full<br />
</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>I traveled each and every highway<br />
</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>And more, much more than this<br />
</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p style="text-align:right;"><em>I did it my way<br />
</em></p>
</blockquote>
<p>A gente tem metas. A gente tem sonhos. A gente tem expectativas. A gente abre mão de coisas, esperando conquistar outras. A gente corre atrás, vira noites e noites. A gente se supera, bota pra fora todos os meios. A gente conquista, comemora, vive um pouco. E aí a gente cria novas metas, novos sonhos, novas expectativas. A gente abre mão cada vez mais. A gente conquista cada vez menos. A gente se frustra e passa a sonhar cada vez menos. E a gente se contenta. E a gente vive com pouco, contando dinheiro e tirando de onde não tem. A gente não vive mais, vegeta. Não lê livros, não vê filmes. A gente emburrece. Passa a assistir coisas na televisão. A gente vê Faustão e acha divertidíssimo. A gente espera as vídeo-cassetadas. A gente tem de dormir cedo, mas espera até o fim do fantástico. A gente engorda, come porcaria, sorvetes. A gente tá sempre sozinho e parece que todo mundo em volta conquistou alguma coisa, virou alguém. A gente deseja, mas não corre mais atrás com medo de se frustrar. E nem se apaixona mais, e nem se pergunta mais nada. A gente vive a vida apenas pelos seus instintos: comer, beber, cagar, respirar saber fofocas e torcer para algum dia ter bom sexo ou mesmo um sexo meia-boca pra dizer que tem. A gente também compra pra dizer que tem: Grill do Geoge Foreman, Faca Ginsu e calça da Taco. A gente se olha no espelho e não se reconhece com os cabelos brancos, os olhos fundos e a cara gorda. A gente chora sozinho, esperando quem sabe um colo, menos, um abraço, menos, uma mão, menos, um olhar que seja de compreensão. A gente abre mão do orgulho pra esperar cada vez menos dos outros. A gente começa a querer crer, mas sabe que não vai acontecer mais nada. A gente deseja filhos, mas sabe que nunca vai conseguir uma esposa pra dividir a vida com a gente. A gente ouve sermão das pessoas, dizendo que a gente tem de se esforçar mais, se virar mesmo, pra ser mais bonito, mais jovem, mais magro e mais feliz. Eles dizem que é fácil, mas porra, não fode com minha vida que ela já tá fodida demais e eu não quero mais chorar, quero sorrir, mas não dá, não dá, eu sou fraco e fui vencido e ando com as costas curvadas porque não consigo mais olhar ninguém de frente. E então eu sinto dor, eu tento me amar, mas não consigo. Eu sei que não há ninguém que vá me amar. Que nada vai ser o bastante. Mas mesmo assim a gente se ilude por aquela pessoa que chega mais perto, mais perto&#8230; perto o suficiente pra ferir. E a gente cansa de novo e vê que não vale a pena. E aí ouve Sinatra e se lembra daqueles dias, lembra do passado, lembra daquele cheiro de Chanel e do salão lotado de desconhecidos. E a gente pensa, meu Deus, como seria bom, uma vez mais, vestir o fraque, a gravata borboleta e colocar gel no cabelo e conduzir alguém, mesmo que seja uma desconhecida, conduzir, deixar que ela dance uma música apenas, mas que nessa música ela se sinta única. E deixar que ela se sinta especial e que ela baile como se não tocasse os pés no chão, olhada, desejada, invejada, admirada. E ver um sorriso sincero, os olhos fechados, o corpo se movendo em êxtase enquanto eu a levo&#8230; ah! Uma noite, não, um baile, não, uma música apenas&#8230; mas não. Escovo os dentes, passo fio dental, esfrego no rosto aquele creme antirrugas que alguém me deu de presente há dois anos, visto meu pijama e deito ainda com os compassos da música em meus ouvidos. E passo a noite sozinho, me remexendo em minha cama com medo de ter pesadelos.
</p>
<p>
 </p>
<p>
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<p>
 </p>
<p>
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<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/728/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=728&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Da arte de ser feliz II</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 02:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Trágico]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://poetamatematico.wordpress.com/2011/02/17/da-arte-de-ser-feliz-ii/"><img src="http://img.youtube.com/vi/H3qRF0cbJqw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>É noite. Tento ficar desperto, mas é cada vez mais difícil. Por outro lado, dormir é impossível. É noite e das janelas dos apartamentos eu posso ver várias luzes acesas. Alguns fumam nas janelas e outros tantos assistem televisão. Nem cigarro, nem tevê. Eu saio. Ando pelas ruas vazias. Passam ônibus para itinerários que eu não conheço, bairros cujos nomes eu vi em algum lugar, talvez no jornal, talvez nas paredes pichadas nas ruas, talvez em algum livro antigo do colégio. Eu tenho medo. Penso em minha vida enquanto um travesti me oferece sexo fácil. Eu nego. Entro por uma rua escura que eu não conheço. É quente. Ali não passa vento e posso sentir o cheiro rançoso de cigarro, de suor e de sexo. Eles falam alto, eles gritam, eles me oferecem cerveja choca, um baseado e alegria fácil. Eu fico, não há nada melhor pra fazer. Bebo com desconhecidos, pago uma rodada, duas. É tudo tão alegre. É tudo tão fácil. É tudo tão falso.
</p>
<p>Levanto-me da mesa, meio tonto. Ando mais um pouco. As putas sorriem com dentes podres. Uma, duas, cinco, vinte. Em fila como num batalhão de fuzilamento, com roupas curtas e berrantes, mostram o corpo. Sorrio. Uma me toca, me oferece. Pergunto o preço. Digo que não. Ela sorri, oferece um desconto. Eu digo que não. Eu ando pela rua, eu tropeço em um cão vadio que mexe no lixo. Me encho de lixo. Me banho de lixo. Me levanto. É noite. Ando a esmo por lugares desconhecidos. Os carros passam, alguns com o som alto, alguns com luzes várias. Minha cabeça roda, <em>she rides, she rides</em>. <em>There is insanity and chaos, and closing clouds hiding the sky. But I&#8217;m alone, again.</em>
	</p>
<p>E eu cantarolo uma música de infância. Uma brincadeira de roda com palmas e danças. <em>But I&#8217;m alone, again.</em> E eu não me lembro de nenhum amor, nenhuma história de paixão verdadeira nos últimos cinco anos. Será que eu vivi mesmo ou será que estes cinco anos de trabalho foram os verdadeiros anos da minha vida onde deveria deixar algo que fosse lembrado, algo que me orgulhasse e não desconhecidos em bares imundos? Não sei.
</p>
<p>Entro por uma praça, onde mendigos acordados bebem. Bem ao centro, uma grande estátua de dama sentada, olha altiva para o horizonte. Ela parece tão&#8230; maternal&#8230; introspectiva&#8230; sedutora&#8230;
</p>
<p>Olho para aquela alegria marmórea, implacável. E me emociono. Subo, escalo suas pernas e me deito em seu colo, acolhido, amado, como nunca fui. E durmo, todo o resto da noite, como não dormia há muitos anos.
</p>
<p>
 </p>
<p>
 </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/poetamatematico.wordpress.com/726/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/poetamatematico.wordpress.com/726/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=726&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Da arte de ser feliz</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 02:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>poetamatematico</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que quer que eu te diga? A vida é simples, beibe. Nascer, crescer, se fuder, envelhecer, se fuder mais e morrer. Por isso eu cheiro, entende? Eu gosto? Claro que não. Mas a vida é uma bosta, guria, então é melhor ficar chapado o máximo que agüentar. O que eu sinto? Tu não entendeu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=poetamatematico.wordpress.com&amp;blog=640819&amp;post=724&amp;subd=poetamatematico&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que quer que eu te diga? A vida é simples, beibe. Nascer, crescer, se fuder, envelhecer, se fuder mais e morrer. Por isso eu cheiro, entende? Eu gosto? Claro que não. Mas a vida é uma bosta, guria, então é melhor ficar chapado o máximo que agüentar.
</p>
<p>O que eu sinto? Tu não entendeu mesmo, né? O lance é o que eu <em>não sinto. </em>Não sinto a porra do ventilador quebrado quando eu preciso de frio, nem a conta de luz atrasada. Não sinto pena, nem medo, nem dor. Não sinto nada. É como se eu estivesse boiando num mundo de sonhos.
</p>
<p>No começo é prazer, saca? Um prazer indescritível, uma sensação de gozar pra caralho. E quando tá nisso é bom, ficar naquilo muito tempo, curtindo a lombra de ser nada no mundo. Mas depois de um tempo tu vê que o que rola mesmo na parada é muito mais do que prazer. O prazer é efêmero e secundário. O que mais torna o lance maneiro é fugir. Fugir, sacou? Não ligar pra porra nenhuma, subir na corda bamba e não se importar de cair, porque nesse mundo louco cair é que o menos importa.
</p>
<p>Aí tu toma coragem, saca? Toma coragem de ser feliz. Quando tu tá chapado é invencível. É como se tivesse um exército de diabos te protegendo pra você fazer o que quiser. E aí, bicho, não tem medo não. Tu vai e faz. Aquela guria que você gosta, mas não tem coragem de dizer? Aquela vontade louca de não levantar da cama, de encarar a própria mediocridade? Tudo some, tudo vira pó&#8230;
</p>
<p>Às vezes eu me pico. Não sabe o que é pico? Supergirl, Mulher Maravilha: heroína. O pico é muito bom. Uma sensação do caralho. O pico dá uma viagem muito louca. Mas acaba contigo. Quando some o pico tu se sente o merda. Sim, artigo definido.
</p>
<p>Mas aí eu ligo o som e viajo. Boto a trilha sonora do Pulp Fiction e fico viajando. Ninguém me segura. Eu sou um personagem do Tarantino, pronto pra tudo, pronto para a morte.
</p>
<p>Medo de morrer? Eu? Ah, nunca! Eu vivo, porra, eu vivo agora. Não sou que nem esses merdas que acham que vão conseguir a eternidade nos seus filhos. Eu sei que não vou durar. Mas que se foda. Se eu tiver medo é só do pó acabar e aí eu vou ter de viver a vida de verdade, a vida que todo mundo vive, encarando seus problemas todos os dias.
</p>
<p>Meu sonho é um mundo onde todo mundo possa viver doidão. Ah, tá longe disso não. Tem droga em tudo que é canto. Droga no frango, droga na novela, droga no alface. Droga até no teu rabo. Aí todo mundo ia me entender.
</p>
<p>Cara, quem já tomou um bom pico me entende. Só quem já tomou um bom pico e ficou com os olhos abertos curtindo a sensação sabe o tanto que essa porra é boa e o tanto que a vida desses merdas caretas é ruim.
</p>
<p>Mas às vezes eu penso. Tem gente que diz que eu tô me enganando. Porra, eu tô mesmo, eu sei! E quem acha que pode ser feliz nesse mundo cão: vai fundo! Mas ser feliz é uma escolha. Eu escolho não querer ser algo que eu nunca vou ser. Pode chamar isso como quiser, mas pra mim isso tem um nome: sabedoria.
</p>
<p>Então, guria, não me olha assim. Me aceita como eu sou, do jeito que eu sou, porque eu não tenho remédio, eu não tenho jeito. Eu escolho ser assim.
</p>
<p>Não chora, guria. Não, não chora. Toma um pico comigo e vc vai ver que logo logo essa dor passa e fica tudo muito melhor. Não chora, guria. Me aceita, me beija e deixa a vida rolar do jeito que for. Não, guria, não é só com a gente que é assim. Todo amor é assim, uma loucura. Todo amor é um pico, um monte de picos e vales, passando tão rápido que a gente fica um pouco desnorteado e perdido sem saber muito bem o caminho&#8230;
</p>
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 </p>
<p>
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 </p>
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