Cárcere

Estava escuro e decadente em mim mesmo
É estranho ver tudo tão quadrado da janela
Mais estranho ainda é não tê-la para ver-te!
Te amo, pomba branca e livre dos telhados
É tão puro e bom saber que ainda me visitas
És o mais humano que existe em minha vida!
Amo tuas asas, formosa camomila dos jardins
Me acalmas e me sondas com teu arrulho
Me enlouqueces com tua graça ao voar
És tudo que tenho nesse cárcere moribundo!

Quem me dera que pousasses na vidraça
Te daria o melhor que há em mim, meu sentimento
Que é na certa o meu tesouro precioso!
Mas um dia, ah! Um dia! Serei livre e te terei
Terei você e também aquele sol das seis da tarde
Que colore em vários tons o cinzento do concreto
Como faz na mesma hora em minha terra
Em rosa, púrpura, rubro e cor de abóbora
Num espetáculo claro de fúria e fantasia
Que enlouquece o coração do mais impuro!

És preciosa, lua cheia que me guia ao sete ventos!
Dá-me teu mel e me faça procurá-la
Minha única desejada: Liberdade!

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2 pensamentos sobre “Cárcere

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