Macbeth

Os grandes homens que ousaram desafiar o ábaco,
Que trucidaram a lógica e o que é permitido,
Que cederam seu lugar no céu aos anjos para cair
Nesta degradada terra de infiéis e homens santos
Para serem recebidos como mártires da continuidade
Foram os mesmos que comemoram a sua desonra
E a guilhotina de teus filhos soberanos…

Quem és tu, impuro ser que povoa meu sono?
Às vezes ousar ser o punhal manchado de sangue
Em outras é meu parente mais próximo que me toma o trono
Com a cabeça marcada com mortais vinte chagas.
Quem és tu, que danças alegremente com fervor demoníaco?
“Vamos mexer o caldeirão, porque o rei ordena a resposta”.
É o bosque que vem e me destrói, é da Inglaterra.
É o homem que nos veio antes do tempo, não tinha mãe
Perdi a batalha, pois sou estéril.

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2 pensamentos sobre “Macbeth

  1. Eita porra! Entrei aqui achando que ia achar divagações sobre a matemática, e olha o que eu encontro?! Lindo, amei amei amei o seu blog… irei passear pelos poemas anteriores… Beijos e abraços e uma ótema sexta… sem criancinhas chatas!!!

  2. Pingback: Revisando « Poeta Matemático

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