Paz



Eu vi o fim da estrada antes do entardecer
E comemorei como poucos a sua chegada.
Telegrafei os meus sonhos para o mundo
Para surpreender os inimigos com minha empreitada

Edifiquei novas alianças, revolucionei todo o resto
Para que os excluídos pudessem ser lembrados
E seus desejos profundos atendidos

Mas, é grande o desassossego que me cerca
Tão estupendo que não o podem conter os muros
Por isso não me perco nas minhas penas
E não chorarei a perda de meus sonhos puros.

A rosa que trouxeste ainda pulsa com meu sangue
A dor era pungente, mas nem por isso insuportável
E assim pude me despedir tranqüilamente do tudo.

Para Sergio Vieira de Mello, grande pacificador e exemplo de perseverança.

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5 pensamentos sobre “Paz

  1. Parabéns pela seleção de imagens e
    perfeita sintonia com as suas
    palavras!!
    Adoro o jeito que você escreve, dá
    pra sentir que vem da alma =)
    Um forte abraço,
    Lucianna

  2. Pingback: 400 « Poeta Matemático

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