A Teoria dos Cachorros Assassinos

Parti a tua cria em dois tons do mesmo cinza
Calculei a tua força enquanto te cobria com a brisa
E te esperava com meus planos para enfrentar a maresia
Pois o meu ego te ensinou a nossa nova Teoria
Que o poeta português, sem emoção, recriaria!
Com cem virtudes desatou o nó que ainda existia
E no final te enlaçou e experimentou a bulimia
De te beijar enlouquecido na primeira hora do dia
E procurar o teu combate em cinco frentes de artilharia
Pra depois te esquecer e se entregar à nostalgia.
E no fim de tudo isso se esquecer da poesia
Trabalhar no cemitério limpando garras de harpia
Pois cortara as próprias asas ao não lutar pelo que cria
E enfim se despediu do nome seu num ritual de vã magia
Pra se entreter com a tão famigerada teoria
Que os canídeos o inspiraram na solidão de sua vida:
A Teoria dos Cachorros Assassinos.

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18 pensamentos sobre “A Teoria dos Cachorros Assassinos

  1. Roubaram meu comentário! Isso é uma tremenda maldade! Será que consigo reproduzir o sentimento que tive ao ler essa poesia pela primeira vez? É claro que não! Saquinho…

    Poeta, meu querido, gostei tanto! Olha… falei da outra vez que estava me viciando em poesia e por sua culpa.

  2. Fabi: Obrigado pelos elogios. Infelizmente eu nao consigo abrir su blog. Sera que dava pra vc deixar o seu endereço? Valeu…

    Mamy: Hehe, nao se vicie. Eu acho ler poesia um saco e acho que o que eu escrevo nunca ta bom o suficiente. Seus cometarios me fazem ter vontade de continuar escrevendo..

    Weber: Sei la, Weber, eu escrevi esse a mao livre. Eu tencionava escrever sobre um cientista que se apaixona perdidamente e cria uma teoria sobre amor (Que o poeta português, sem emoção, recriaria). Mas depois a paixao acaba (E no fim de tudo isso se esquecer da poesia/ Trabalhar no cemitério limpando garras de harpia) e isso o desespera, mas porque ele se esqueceu da poesia e ficou sozinho com suas divagaçoes sobre o amor. E viu que era coisa de cao amar. Coisas de cachorros assasinos, de animais. E essa tristeza acaba com seu desespero e resignaçao…

    Eu pensei nisso, mas como disse, escrevi a mao livre. Qualquer um pode ter sua interpretaçao…

    Ana: Obrigado, isso e um incentivo. Te admiro pra caramba. So posto coisas novas depois que eu sei que vc leu. Vou fazer um poeminha pra vc, vc deixa?

    Max: As rimas sao so pra cadenciar o ritmo, sao como musica, entende, vc fica esperando a rima na musica. Na poesia e’ a mesma coisa. Essa, por exemplo eu coloquei versos bem grandes e, muitos com numero diferente de silabas poeticas e se pontuaçao. O intuito era que fosse lido mais rapido, atropelando as palavras, pra dar o tom de desespero que o personagem sente. Era isso.

  3. Olá,
    Obrigada pela visita no meu humilde Bloguinho, saibas que és muito Bem Vindo!!!
    O teu blog é muito lindo, Parabéns…
    Sobre o teu post…Realmenteeeeeeee…muito bom!
    Grande Beijo
    Patyçazinha

  4. Ao contrário da minha querida xará, eu gosto de poesias sim, elas tem uma profundidade e uma emoção que poucas prosas conseguem transmitir, tal qual esse seu poema. Eu já tinha lido ontem, tá, é que na hora que eu cansei de ouvir a música e resolvi comentar, acontece que deu pau no micro todo, hahahahahahahahahahaha!

    Bom, mas comentando… gostei do “pra depois te esquecer e se entregar à nostalgia”. Existe uma forma menos dolorosa de esquecer algo/alguém? Porque talvez seja um sentimento único, mas eu num gosto muito da nostalgia não, tem um certo ar de tristeza e abandono… Beijos mil!

  5. Bela: Que é isso, vc que é um amor de pessoa…

    Patyçazinha: Obrigado, obrigado e obrigado de novo

    Ana p. (com pê, presta atenção mané…): Então… Sei lá, cada um interpreta de sua forma. Comentar poesia é foda mesmo. Vou fazer um poeminha pra vc…

  6. Pingback: 400 « Poeta Matemático

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