Mães

Escreve pois, pelas brisas macilentas e uivantes
De terras desterradas e abandonadas pelos homens
De almas chorosas e sedentas de frio e fome

Escreve pois, escreve. Escreve tua tentação
Escreve a marca ritual do velho homem
Ditando o Velho e recitando o amor ao pão…

Escreve a marca e descreve o trigo
Farofa a massa e amassa o rito
Semeia a fé e faz realidade lívida
Repica o verso e pare a terra sofrida!!!

Vai, caminha pelas terras nuas, imortais
Os peitos brancos mamados por animais
As injustiças paridas em barcos inauditos
Parindo o mundo e libertando bandidos…

(pra alguém especial, pra quem eu já postei há tempos…)

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13 pensamentos sobre “Mães

  1. Poeta, você num tá bravo comigo não, tá???

    Estou sumida… puxa, que chato… saudades…

    Mamy merece todo o amor e todo o carinho de todos os filhos seus…
    Inclusive nós!!!

  2. Eu sei pra quem foi! Ela me disse antes… mas eu não tinha vindo aqui ler ainda… estou meio desleixada… meio esquisita. Mas feliz! E achei o poema muito lindo por demais da conta! 😀

    Beijos, amigo…

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