Revolução


Cai a ilusão nos véus da noite
E então, de que tipo nós seremos?
Escravos, burgueses, senhores?
Não existem mais planos ou histórias
Nem facas, nem sonhos de glórias
Só eu e o paraíso perdido
Nas bandeiras rubras do teu corpo…

Serei eu ou não serei nada
E caem os filhos da guerra
Caem como folhas em agosto
Caem, escorregam no lodo
Sem ter sequer o gosto do beijo
E vibram, barulhentos
Embora titubeantes

E eu, sedento
Canto e canto o canto
Sigo e sonho o sonho
Sugo, sopro e sibilo
Lágrimas de esperança
Vermelhas de porta-bandeira
Esquecidas, de qualquer maneira
Esmeralda sem camafeu…

****************************************************
Pra quem quer conhecer a historia da Morena inacalcavel, sugiro dar uma olhada no Morango com Gengibre.

Anúncios

8 pensamentos sobre “Revolução

  1. Esse poema me fez lembrar da Mini série da Globo!!! Do tempo em que havia guerras, do tempo em que havia glórias e homens de honra (não q não existam mais esses homens, mas são raros)!!!
    É lindo o poema, muito lindo! Lindo mesmo!!!

  2. Nanna: Ah, não sei. Sonhar dói…

    Renata: Mas esses homens ainda existem. Só não no Brasil…

    Mamy: Já parei, desobedecer as Mamys dói…

    Aline: Que bom…

    Tamia: Viva a Língua Lusitana…!!!

    Aline: Obrigado. Outro Beijo..

    Cily: Passa nada! Eu sei que vc só tem de descobrir teu estilo. Beijos…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s