Cheiros

A noite se enche de anjos solitários
Sob a cidade vazia de significado
No frio da vida, os amantes

Procuram-se em palavras
por caminhos distantes
Atraídos por rimas cortantes
Procuram-se em almas
estopins do close, retrato
Procuram-se em gozos e feições
Em falácias e mentiras
Em beijos cálidos e súplices
Em lençóis diversos
Em camas solitárias
Em noites serenas
Entre os campos elíseos
do quarto solitário e quente
Onde as coisas se mostram verossímeis
e impossíveis
As almas se fundem
e reencontro acontece
O infinito torna-se pouco
Em braços adormecem.
Anjos caídos de amor e saudades…
Noites em claro de eterna procura
Lábios dormentes de grande amargura
Gozo guardado eternizando a loucura

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Outro escrito a quatro mãos, outra noite fria e chuvosa. Outros cheiros divididos

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5 pensamentos sobre “Cheiros

  1. forte…
    doce…
    diferente…

    o texto realmente faz a gente mergulhar em situaçoes ja vividas pra ficar pensando…
    os seus anjos aí solitários sabem que ainda que embora vazia a cidade é sempre repleta de significados… e é por isso que caem do céu pra provar estas coisas que só nós humanos temos a oportunidade de viver…
    bjin, desculpas da demora de retorno mas eu ando perdida, muit perdida…
    obrigado pela suas palavras por lá…

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