Água

Água cai do céu, dribla o infinito

E produz cor de véu

Cor de retrato decidido

Que toma tudo e ressoa

Em trovoadas na mata

Assustando os animais famintos

E simulando hecatombes

Produzindo simbiontes

Auxiliando os amantes

Na sua dança natural

Vai água, cai do céu

Dá pra mim o teu suspiro

Leva de mim, enquanto respiro

O meu medo de ser infiel

Não ao amor, nisso eu sou forte

Infiel ao desejo de mudar

De lutar contra a morte

E nas lutas incrédulas

Entre mim e o infinito

Sair vivo, sair água

Gelo, vapor e líquido

Gaia enciumada

Cobertor que traz mais frio

Deixe que eu seja mais de mim

Deixe que eu seja o sol

Que te acalanta

Que te doma

Que te faz chorar

Em chuvas tropicais

E em garoas de domingo.

Água redentora

Mel celeste

Doce como o sonho

Que sempre faz mais de si

Coroa-me com louros

E dilúvios de despautério.

Foto da Linda Cily, de quem sou fã incontestável, com a ajuda de Miss P., e Aline a quem devo muitos dos meus dias de alegria. Estou de volta, inclusive aqui.

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5 pensamentos sobre “Água

  1. Poeeeetaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!! Tá lindo o que você escreveu, a foto da linda Cily tá maravilhosa, ai, ai… gostei de tudo!

    Ps – rolou festinha no fim de semana e eu nem vi, foi?

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