Janis

 

 

À luz da lua, o vulcão

Arde, queima, faz som

Bate na rima a viola,

Guitarra que sola na moda,

Quero poder gritar

Ácido escorre no ar

Preside a invasão

De Hippies modernos na Terra

Vindo dos anos 60

Numa time-machine:

Nau que corta as palavras

Contado prosas variadas!

Inútil tentar sentido

Dadá é o pai do Estilo

Quero o cheiro mais doce

Cheirar o pó dos chinelos

Injetar nas veias o sangue

De guerras que eu não vivi,

Tradições estranhas da Índia

Noites de Kama-sutra…

.

Brilha o som dos sentidos

Meu coração me ultrapassa

Suando frio, sinto a lógica

Que não há nas palavras

Cores e cores de luz

Guitarras baianas mais simples

Misturadas a acordes difusos

O que será que eu sei ver?

Verdadeiros pedaços de olhos

Nas peles de índios carnudos!

.

E eu nunca mais vou chorar!

E eu nunca mais vou voltar!

Juventude de seios roliços

Pernas cruzadas nos rostos…

Tudo que existe é sentido

Todo sentido é perdido,

Música psicodélica,

Blues da piedade nos dedos…

**************************

.

Foto tirada daqui

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3 pensamentos sobre “Janis

  1. Me inspirando a fazer coisa errada, coisa que aliás, só de respirar eu já penso! hahahahahahahahahaha!!!

    Enfim, gostei do poema, parece dar um barato mesmo, sabe… só num vou dizer que gostei da foto, simplesmente pq não entendi… aqui apareceu tipo uma mensagem “friendly reminder”…

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