Fio de Vida

O fio da vida

Passa docemente

Qual canção, dúvida, lágrima

Rola triste, em compassos múltiplos.

 

Bate a cor augusta

Singra os vales do céu

Catapulta poderosamente os infinitos

Suspira quando beija, vagueia, pousa.

 

Quem pode crer na noite

Quando dormes de olhos abertos?

Cai do céu a flor incauta

Mancha de olor a criatura Terra

Macula qual germe o ferido coração

E pulsa, pulsa, pára!

 

Não me tentes, canção

Quero indubitável fugir de teus olhos

Das tuas curvas, teus redemoinhos negros

 

 

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2 pensamentos sobre “Fio de Vida

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