Porque eu não vôo mais de Webjet

Então senhoras e senhores leitores deste blog eu estive de férias nos últimos dias e, por isso, o silêncio de rádio. Infelizmente não volto aqui pra falar das minhas férias, dos amigos que encontrei, das cervejas que bebi, dos sorrisos e momentos incríveis que vivi nestes dias tão especiais. Isto, por dois motivos. O primeiro é que não acho legal ficar falando da minha vida pessoal em locais públicos como este. Os meus amigos sabem da minha vida e das coisas que passam por ela e estes eu compartilho minhas coisas em outras mídias. O segundo é que é estranho falar de mim mesmo pra gente desconhecida. Sorry.

Mas há exceções em tudo e, neste caso, me sinto na obrigação de expor pra vocês as coisas que aconteceram logo no começo da viagem para que vocês não cometam os mesmos erros que eu cometi. E o maior deles foi ter comprado pela webjet. Eu precisei comprar uma passagem com certa pressa por causa de mudanças de planos e, para isso, pesquisei pelo preço. A Webjet, de longe, era a mais barata e estava num horário bom para mim. Desta forma, comprei a passagem, de Brasília para o Rio de Janeiro, com saída às 17:56, da terça-feira, dia 05/10.

Me apresentei ao check-in prontamente às 16:40 e a atendente, muito educada, me disse que o avião já estava no pátio e que o vôo sairia no horário. Embora o painel da companhia estivesse dizendo “a confirmar”, acreditei na atendente e por volta das 17:10 entrei na sala de embarque. Esperei pacientemente, perto do portão de embarque, imaginando que o vôo sairia no horário. Ledo engano…

Nos informaram que o vôo ia atrasar e depois de um certo tempo, o portão de embarque foi alterado pela primeira vez. Como o vôo ia para o Rio Grande do Sul com escala no Rio, os passageiros para o RS foram agrupados em outro vôo, enquanto nós fomos levados para um avião que, esperávamos, nos levaria para o Rio. Ledo engano…

O avião não tinha ventilação (quem já viajou de webjet sabe que eles não ligam o ar-condicionado enquanto o motor do avião não está ligado) e o comandante nos falou três vezes para termos paciência, porque precisava de autorização, porque tinha de ter um plano de vôo etc, etc, etc. Bom, o que importa é que depois de uma hora em um avião sem ventilação, sem comida e sem qualquer tipo de informação, nos disseram que o vôo seria cancelado e seríamos alocados em outro vôo, para o Rio (Santos Dumont).

A paciência acabou. Eu estava puto da vida, já que, apesar de termos sido tratados com toda educação e deferência pelos funcionários da empresa, sinto que fomos feitos de bobos por ficar mais de uma hora plantados em uma aeronave esperando para sermos despachados em outro vôo. Ora, como eu, muitos outros passageiros estavam revoltados e cobraram providências. Depois de mais meia hora de espera, começaram a distribuir bilhetes para outro vôo da mesma companhia.

Eu estava muito irritado e resolvi ir até o balcão da Infraero cobrar providências para que fôssemos alocados em outra companhia. Minha vontade era de acabar com as férias ali mesmo. Quando chegamos lá, o que encontramos? Um funcionário da webjet que nos interpelou. Falei com ele que não queria mais voar pela empresa, que tinha sido mal-tradado e que não tínhamos recebido a refeição, nem o acesso à internet e telefone, já que havia um atraso de mais de duas horas. Ele disse, muito educadamente, que ou nós desistíamos da viagem, pedindo reembolso (e perdendo todos os compromissos, que já estavam atrasados) ou tínhamos que entrar no próximo vôo. Eles não poderiam pagar refeição, nem hospedagem, nem poderiam nos realocar para outra empresa. Se fôssemos receber qualquer coisa, seria no Rio.

Eu tinha escolha? Não, ele disse que não haveria mais tempo para fazer a reclamação na Infraero e não fizemos, pensando que não havia problema nenhum em fazer no Rio. Ledo engano…

Pois então, nos colocaram no segundo avião (isto depois de mudar o portão de embarque mais quatro vezes) e lá ficamos, esperando finalmente ir pro Rio. Ledo engano…

O avião ficou mais meia-hora parado, pasmem, pq não tinha ventilação (de novo!). Não, não era o mesmo avião. Sim, era o mesmo problema. Claro, o nível de irritação chegou ao seu limite e tive que me segurar para não cometer um crime…

Bom, o avião partiu. Pensei que os problemas tinham acabado. Ledo engano…

Chegamos ao Rio, aeroporto Santos Dumont (o vôo original ia para o Galeão) e, para nossa surpresa, o aeroporto já estava fechado. Eram 11:10 e todas as lojas, o balcão da Infraero, tudo, estava fechado. Mais de três horas de atraso. Chegando à terra, fomos informados pela companhia que nem nossa refeição poderia ser disponibilizada, pois não havia lojas abertas. Fiquei com cara de bocó.

Ok, a Webjet deve ter desculpas para todas estas coisas. Vai dizer que é normal realocar passageiros, que não cometeu nenhuma ilegalidade e todo aquele papinho de empresa brasileira. Mas e daí? O que importa primeiro é o bem-estar dos passageiros (também conhecidos como clientes) e isso, certamente, passou muito longe do tratamento que nos foi dispensado.

Pensando nisto tudo, eu me arrisco a dizer que:

  1. Na verdade, como o vôo estava vazio desde o princípio, desconfiamos que iriam nos colocar em outro. Então o lance do comandante pedindo desculpas foi só um teatrinho para a gente não descer e ir reclamar com a Infraero;
  2. Tanto é que quando fomos lá na Infraero reclamar já tinha um funcionário da Webjet esperando com a desculpa para que não fizéssemos a reclamação, pois não havia tempo;
  3. Tempo que havia, já que o vôo atrasou mais meia-hora, mais do que suficiente para abrir um auto de infração contra a empresa e garantir que eles seriam punidos pelo tratamento bovino dispensado aos seus passageiros (também conhecidos como clientes);
  4. Nos sentimos lesados e enganados por chegar em um aeroporto fechado, onde não teríamos acesso aos nossos direitos e nem poderíamos fazer a reclamação, que disseram que não daria tempo de fazer em Brasília.

Resumindo a história, a Webjet se mostrou uma empresa incapaz de compreender as necessidades de seus passageiros e dar soluções que atendessem nossas demandas, despreparada para nos dar opções e sem o menor comprometimento com a qualidade do serviço e o bem-estar de seus passageiros (ou seja, clientes). Eu escrevo isso para denunciar a todos vocês como isto aconteceu e para que vocês nunca mais utilizem esta empresa, que diz, orgulhosa, que é a terceira do país. Certamente, esta posição não permanecerá por muito tempo…

Sei que este não foi um ato isolado. Na verdade, devo ter feito uns oito trechos com esta empresa e me lembro de só não ter acontecido atrasos de mais de meia-hora em dois deles. Sei também que não é ato isolado os passageiros ficarem esperando em um avião sem ventilação. E sei que eles não tratam bem sequer seus funcionários, pelo que pode ser visto na imprensa ultimamente.

Por isso, deixo aqui não só o meu protesto, mas faço uma campanha para que nenhum de vocês utilize mais esta empresa que tem um longo histórico de destrato com seus clientes e funcionários.

Atenciosamente,

Poeta Matemático

 

 

 

 

 

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