A Morte de João Augusto


 

Dei-te a morte,

Disse-me com o coração contrito

E a boca seca, quebrando em calafrios.

Mataram-te, me disseram.

Como foi isto?

Será uma baioneta

Ou um fio de espada

Será uma granada, um tiro, uma escopeta estourando na garganta?

Será um risco, uma queda, uma flor que desabrocha no espaço?

Mataram-te: ficam estourando na cabeça, duas palavras

O sentimento de impotência indescritível,

As mãos frias, o sangue circulando lento e denso

O coração enlouquecido buscando uma vida que se esvai…

Mataram-te, me disseram.

Quem ousaria? Que fiz de mim? Porque esta dor que insisto em não sentir?

Estou só. Beijo a morte e em vez de esperança busco uma solidariedade que inexiste.

Mataram-te.

Mataram-te…

 

Mataram-te…

E entrego o meu coração para percorrer os campos do inifinito…

 

 

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