Sofre de inconstâncias.

Vive de intensidades.

Margeia o precipício,

ri do suplício,

ponteia o impossível

em andanças que mesclam

a instabilidade e a cólera.

Fala de amor,

fala de perdas,

fala de dias de um passado sem fim

– como se fosse ontem –

e suspira, volúvel e tórrida.

Sorri

e passa com os olhos trôpegos

em mais uma aurora solitária

de dias infindavelmente belos.

Sorri

pois é sabedora das inconsistências das pequenas coisas.

Sorri

com um esgar indócil e assustadoramente breve.

Ninguém sabe o que sente: sofre

Ninguém diz que ela observa: cálida

Ninguém está lá quando precisa: amplexo.

Voa em devaneios abrasadores

vacila entre caminhos postos

ao vento

e voa!

Voa com a armadura posta, as armas de batalha

as asas mágicas a balançar nas costas: voa

errante, plácida e bela: voa.

um ponto pálido no céu azul

ela se vai

mas deixa aqui seu gosto, seu cheiro e sua fantasia….

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